Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares pontuam em Calulo

Betumeleano Ferro - 21 de Agosto, 2016

Um jogo com muita histria mas sem um personagem para cont-la o resumo mais fiel do nulo de ontem em Calulo

Fotografia: Nuno Flash

Um jogo com muita história, mas sem um personagem para contá-la, é  o resumo mais fiel do nulo de ontem, em Calulo, entre o campeão Recreativo do Libolo e o líder 1º de Agosto, para a 22ª jornada do Girabola ZAP.

 Ocasiões para marcar existiram em abundância, para os dois lados, mas as duas equipas tiveram tudo, menos fome de golo, motivo por que o jogo terminou como começou, com o empate a zero bolas.

Os atletas estiveram sem apetite para marcar, mas também é verdade que o árbitro contribuiu para que as balizas permanecessem invioláveis.

Em três ocasiões, o juiz Mauro de Oliveira teve como que "ataques de miopia" e isto prejudicou o Libolo e sobretudo o 1º de Agosto.

Os militares poderiam ter beneficiado de duas grandes penalidades, uma delas aos 86', que se fosse assinalado,proporcionaria três pontos que permitiriam ao líder dobrar a vantagem sobre o mais directo perseguidor.

Ainda assim, não seria de todo sensato culpar Mauro de Oliveira pelo nulo verificado. Ele teve influência no resultado, é verdade, mas as duas equipas, sobretudo o 1º de Agosto têm de se queixar da falta de sangue frio, que caracteriza os grandes finalizadores quando cheiram o golo.

A bem da verdade, o jogo da jornada ficou mais marcado pela falta de pontaria do que pela atitude competitiva dos dois contendores. O 1º de Agosto esteve em campo e desempenhou o seu papel mas o seu adversário apareceu em espaços, se o Libolo, que até jogou em casa, imitasse o exemplo dos militares é possível que o cartaz da ronda justificasse toda a expectativa que se criou ao longo da semana.

O 1º de Agosto nunca acelerou, por causa do ar rarefeito da altitude de Calulo, mas mesmo a jogar de maneira moderada conseguiu ser muito mais equipa. Tanto é assim que controlou sempre o adversário e criou as melhores chances de marcar. Faltou-lhe apenas um golo para recompensar a sua exibição.

A pressão de vencer colocou um fardo adicional no Libolo. O campeão foi incapaz de disfarçar a situação incómoda em que se encontrava. Além de entrar mal, ainda permitiu que o 1º de Agosto tomasse conta do jogo e ditasse a cadência do mesmo, foram visíveis as dificuldades que os libolenses tiveram de obrigar os militares a recuar.

O carácter decisivo do jogo aumentou os receios do Libolo, o contrário aconteceu com o 1º de Agosto, livre de pressão, por causa da margem favorável de 3 pontos, nunca teve receio de fracassar num golpe de ineficácia.

Os militares foram muito competitivos e arriscaram tudo o que tinham e tiveram tudo, menos pontaria afinada, para aplicar um golpe, que poderia ter sido fatal, ao perseguidor directo.

O nulo contra o Libolo deixou a questão do título na mesma, mas há motivos para acreditar que é o 1º de Agosto quem mais vai lamentar pelos dois pontos perdidos ontem com o empate contra o Libolo.

Os militares espreitaram mais vezes o golo mas quando não acertaram no travessão, fizeram-no nas malhas laterais, falhanços que até certo ponto livraram o campeão de ver a revalidação hipotecada.