Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares querem casa cheia

Jorge Neto - 06 de Abril, 2019

Aficionados chamados a puxar pela equipa no grande clssico

Fotografia: Edies Novembro

O campeão e líder do Girabola Zap 2018/2019, vai jogar o clássico dos clássicos, agendado para amanhã às 16h00 no Estádio 11 de Novembro, na condição de visitante.  Apesar disso, os integrantes do 1º de Agosto pretendem que os adeptos militares se desloquem em massa e encham as bancadas do Estádio, para \"amedrontar\" o rival Petro de Luanda no duelo que pode definir muita coisa no campeonato. 

O técnico-adjunto, Ivo Traça, fez o apelo no final da partida em que golearam o Recreativo do Libolo, por 3-0, na terça-feira, no mesmo recinto, com uma exibição convincente que esperam repetir diante dos petrolíferos. \"Nós queremos casa cheia (Estádio 11 de Novembro), embora, o Petro jogue na condição de anfitrião, gostaríamos que todos os nossos adeptos estivessem presentes, para acompanhar a nossa equipa\", disse o antigo médio agostino.

O auxiliar do sérvio Dragan Jovic reconheceu as dificuldades que vão enfrentar frente aos tricolores, no clássico dos clássicos, mas pensam de forma exclusiva ganhar para manter a liderança na competição.\"O Petro é uma grande equipa e será um jogo difícil. Somos as duas equipas que lutam sempre para o título, estamos à frente do campeonato neste momento e queremos continuar. Vamos trabalhar para vencer o jogo\", frisou. 

O guarda-redes Tony Cabaça vai ser o grande ausente, cumpre o penúltimo dos quatro jogos de castigo, impostos pelo Conselho de Disciplina da FAF, porém, Ivo Traça garante que não vai afectar o último reduto da equipa.   

\"Vamos ter uma boa defesa. Temos o Neblú e acho que teremos uma defesa intacta. Nós trabalhamos para não sofrer golos e fazer golos. Quando está em condições de jogar, faz,  mas neste momento o Tony Cabaça não está em condições, então, não podemos contar com ele\", considerou, Neblú manteve as redes invioláveis nos dois jogos que disputou.   

Sem perder tempo, depois do jogo de terça-feira diante dos libolenses, os tricampeões começaram a preparar na quarta-feira a visita ao Petro de Luanda, com bastante determinação, pois, o objectivo, como disse Ivo Traça, está bem definido: Vencer. 

                  

HISTÓRICO 
Tricolores comandam a estatística
  

O jogo Petro de Luanda - 1º de Agosto, agendado para amanhã às 16h00 no Estádio 11 de Novembro, é o 78º confronto entre as duas equipas no Girabola Zap, desde 1981, altura em que os tricolores fizeram a estreia na competição. Os militares, apesar da desvantagem em termos de vitórias (31/25), são dominadores nas últimas quatro épocas,  o último triunfo aconteceu na primeira jornada do presente campeonato, por 1-0, golo de Dani Massunguna. 

O clássico de amanhã, diferente do período anterior em que os \"artistas\" influenciavam gerações, Ndunguidi (1.º de Agosto) e Jesus (Petro), hoje com novos actores, o duelo entre militares e tricolores ou vice-versa, ainda espevita sentimentos de rivalidade, que regista números galácticos. São no total 78 jogos e 138 golos marcados.

Em 1981, na estreia dos tricolores, os militares venceram o primeiro clássico, por 2-0,  mas em seguida o oponente iniciou uma reviravolta que colocou-o em superioridade, em quase todos itens do histórico de confrontos entre si. Ou seja, o Petro de Luanda venceu em 31 ocasiões, contra 25 do 1.º de Agosto e empataram 21 vezes.

Apesar de ter mais dois anos de disputa da prova, o 1º de Agosto (1979) sofreu as maiores goleadas, nomeadamente, na edição de 1982 (6-2), Jesus marcou cinco golos, e em 1988 (6-0). Em termos de títulos conquistados, a supremacia é novamente do Petro, 15 vezes campeão nacional, contra 12 do 1º de Agosto.

O Petro de Luanda também tem a maior sequência de troféus, ou seja, cinco campeonatos ganhos de forma consecutiva (1996 a 1990), enquanto o melhor que o 1º de Agosto conseguiu, foi o tricampeonato de 1979 a 1981, proeza obtida, novamente, nas últimas três provas (2016, 2017 e 2018).Quanto aos melhores marcadores desta prova, iniciada em 1979, os números do Petro são humilhantes. Os seus jogadores conquistaram a bota de ouro em 16 ocasiões, com destaque para Jesus, em 1982 (21 golos), 1984 (22) e 1985 (19).

Nesse quesito, o único em que levam relativa vantagem (nos campos analisados), os militares contam, apenas, com quatro atletas distinguidos, com destaque para Carlos Alves, detentor do recorde de golos marcados em 1980 (29). Segue-se-lhe, Manuel (1988 – 16), Isaac (1999 – 16) e Gelson Dala (2016 -23).