Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Militares sem inspirao ficam pelo novo empate

12 de Julho, 2018

Bicampeo nacional desperdiou a oportunidade de recuperar a liderana isolada

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

O 1º de Agosto não ataca nem desata. Os bicampeão nacional desperdiçou a oportunidade de recuperar a liderança isolada do Girabola Zap, ao dividir pontos, com um nulo, ontem, na recepção ao Recreativo do Libolo, um resultado que volta a criar um mau clima entre os adeptos e o técnico militar.
A atravessar uma fase conturbada nesta segunda volta do campeonato os agostinos entraram com o objectivo de melhorar a sua prestação com o regresso às vitórias, e desde cedo mostraram que estavam dispostos a alterar o quadro.
A jogar em casa os rubro e negros contaram com pouco público nas bancadas de modos a empurrá-los para o triunfo, mas isso não os impediu de chamar a si a iniciativa do jogo e encurralar os libolenses no seu último reduto.
Apesar do domínio com a posse de bola os militares encontraram dificuldades em criar situações de perigo iminente, pois os remates de Ibukun e Melono, bastante interventivo no desafio, não incomodara  o guarda-redes Maguete.
O 1º de Agosto voltou a não contar com a presença de Geraldo, lesionado, e manteve Jacques, melhor marcador da equipa, e Mongo no banco de suplentes.
Do lado do Recreativo do Libolo Sidney e Magrão foram os mais inconformados no primeiro tempo, pois remataram com intenção, sempre sob a atenção de Tony Cabaça.
A ansiedade voltou a tomar conta dos militares, perdiam muitas bolas, denotando alguma desconcentração nos passes, uma situação aproveitada pelos libolenses que aos poucos acreditaram mais e faziam o seu futebol, mas sem marcar.
No reatamento apesar das alterações feitas por Zoran Maki, apostou nas entradas de Jacques e Guelor, a primeira oportunidade pertenceu aos pupilos de André Makanga, com Jaredi a permitir a mancha de Tony Cabaça, quando estava isolado.
Os adeptos dos bicampeões nacionais nas bancadas pediram a saída do técnico sérvio, em função dos maus resultados que a equipa acumulou nos últimos jogos, aliada a exibição pouco convincente diante dos libolenses.
As duas equipas despertaram no jogo, as jogadas chegavam ao último reduto do adversário com maior perigo, demonstrando a vontade de se adiantar no marcador, que teimava em permanecer em branco, apesar do esforço feito pelos jogadores.
Os militares tiveram uma grande contrariedade, a expulsão de Guelor aos 65´, que deixou a equipa em inferioridade numérica ainda com vinte e cinco minutos por jogar, quando estava numa fase ascendente. Porém, a entrada do avançado Razaq veio mostrar que a atitude ofensiva devia se manter para chegar ao golo, que apesar da vontade não foram capazes de conseguir por conta da fraca finalização. Os libolenses podiam ter conseguido a vitória se finalizassem as jogadas em que estiveram isolados diante de Tony Cabaça.