Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares tm defesa debilitada

Jorge Neto - 06 de Maio, 2016

1 de Agosto j leva sete golos sofridos no Campeonato nacional contra seis do Petro de Luanda e do Sagrada Esperana da Lunda Norte

Fotografia: Paulo Mulaza

A defesa da equipa do 1º de Agosto, até à quinta jornada do Girabola Zap 2016, era a menos batida, com apenas dois golos sofridos, situação que inverteu na ronda seguinte. Ou seja, o conjunto militar tornou-se num dos que consente tentos em todos os desafios do campeonato.

A estatística mostra que nos primeiros três jogos os militares eram a única equipa com a baliza inviolável, após as vitórias diante do Benfica de Luanda (2-0), Progresso Sambizanga (3-0) e do 4 de Abril (2-0).Contudo, foi a partir da quarta jornada, na deslocação ao Lobito para defrontar a formação da Académica local, que o guarda-redes Dominique foi buscar a bola no fundo das redes pela primeira vez (vitória por 3-1). Seguiu-se o Progresso da Lunda Sul com o mesmo resultado e o Recreativo da Caála que confirmou as fragilidades defensivas dos agostinos ao vencer por 2-0.

Este foi até ao momento o maior número de golos sofridos pelo conjunto orientado pelo bósnio Dragan Jovic e também a única derrota consentida no Girabola Zap 2016.

A recepção ao Recreativo do Libolo mostrou uma boa consistência defensiva, mas os rubro-negro voltaram a encaixar um golo na vitória por 3-1. Nos dois jogos seguintes, os militares viram a bola a entrar na sua baliza nos triunfos sobre o Porcelana FC (2-1) e Desportivo da Huíla (2-1).

Neste momento, os líderes do campeonato perderam o estatuto de defesa menos batida (7) para o Petro de Luanda (6), segundo classificado, e para o Sagrada Esperança da Lunda Norte (6), que ocupa a oitava posição, com apenas seis golos sofridos.A equipa técnica detectou os erros que estão na base desta situação e esta semana trabalham, de forma insistente, na correcção dos movimentos defensivos, de modos a não voltaram a consentir golos regularmente. Por sua vez, apesar de ter baixado a sua média de golos por jogo, de três para dois, a formação do rio seco tem marcado em todos os jogos, com a excepção à visita ao Recreativo da Caála, facto que tem contribuído muito para conquistar os três pontos e manter a liderança no Campeonato Nacional.


Prontidão
Sector defensivo
atento ao adversário


 A defesa do 1º de Agosto antevê uma noite de muito trabalho no desafio do próximo domingo, às 18h00, no estádio 11 de Novembro, na Camama, no clássico diante do 1º de Maio de Benguela, em desafio válido para a 11ª jornada do Girabola Zap.

O técnico bósnio Dragan Jovic tem como totalistas a dupla de centrais formada pelo capitão Dani Massunguna e Sargento, uma opção que se mantém inalterável desde à primeira jornada, aliado ao guarda-redes Dominique.

No sector defensivo, os três jogadores ainda não descansaram e caso mereçam novamente a confiança da equipa técnica poderão voltar a fazer parte do "onze" inicial frente aos proletários.

O 1º de Maio de Benguela ocupa a 11ª posição e tem o terceiro melhor ataque do campeonato, com 12 golos marcados, onde desponta o avançado Filipe com quatro tentos, atrás da equipa do Recreativo do Libolo com 18. Do lado oposto, o 1º de Agosto conta com o ataque mais finalizador, 20, e o avançado Gelson, o melhor marcador do campeonato, 9 golos.

Em termos defensivos a diferença é abismal entre os dois conjuntos, pois os líderes do Girabola Zap têm sete golos sofridos e os proletários 17, situação que abre boas perspectivas para os avançados agostinos, que já poderão contar com o médio ofensivo Ary Papel, a recuperar de uma dor muscular.

Longe dos tempos em que as duas equipas protagonizavam um grande espectáculo de futebol, com bons executantes dos dois lados, o desafio do próximo domingo pode fazer relembrar os anos passados, se os militares e proletários estiverem no seu máximo. 
JN