Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares triunfam em tarde de falhanços

Benigno Narciso, no Lubango - 27 de Fevereiro, 2017

Huilanos poderiam ter vencido ontem á tarde os planálticos por números folgados

Fotografia: Santos Pedro

Os golos marcados por Bonifácio e Kêmbwa, aos 44 e 63 minutos, garantiram a primeira vitória do Desportivo da Huíla no Girabola Zap 2017. O triunfo por 2-0, diante do JGM do Huambo, embora merecido, peca por escasso, pois os militares da Região Sul protagonizam um festival de falhanços. 
 
Com um início de jogo repartido, os visitantes se apresentaram com as suas unidades bem distribuídas no terreno, com solidez na defesa, criatividade no centro do campo e jogadas participadas pelos três sectores. Essa postura permitiu criar algumas acções ofensivas que incomodaram o sector defensivo do Desportivo.

Com a obrigação assumida de vencer, tal como ordenara o técnico Mário Soares na antevisão do desafio, o Desportivo, com alguma insistência e firmeza, suportou, com paciência, a postura adversária até ao momento do golpe fatal.

E foi ao cair do pano da primeira parte, aos 44´, que desfez o nulo no marcador, por intermédio de Bonifácio, que concluiu com êxito um arremesso de bola dirigida à grande área e com um toque subtil, de cabeça, bateu o guarda-redes Mandanda.

Galvanizados com o tento, os huilanos entraram para a segunda parte transfigurados. Dominaram o adversário e ditaram o ritmo do jogo. Mais solta, rápida e moralizada, com firmeza na defesa, sem dar espaços ao adversário, revelaram ambição de ampliar o marcador.

Fruto desse embalo, o JGM encurralado e impotente, defendia-se como podia. Foi assim que aos 63´, um dos seus defesas, na grande área e na ânsia de travar o ímpeto ofensivo do Desportivo, interrompeu a trajectória da bola com a mão, num lança envolto de perigo e com selo de golo.

O juiz José Machia, atento e próximo da jogada, assinalou o devido penálti. Kêmbwa, indigitado a cobrar o castigo máximo, fê-lo com perfeição e fixou o resultado final em 2-0.

Não seria espanto se a vitória do Desportivo chega-se a goleada. A fraca pontaria e baixa capacidade de finalização impediu um resultado muito mais avolumado.

José Machia, o árbitro do encontro, teve uma actuação regular. Com uma ou outra falha, sobretudo a alguma falta de sincronia e comunicação com os seus auxiliares, défice sempre reparado prontamente, não teve influência no resultado final. Mostrou ser pouco condescendente e exibiu em seis ocasiões a cartolina amarela.

DECLARAÇÕES

“Valeu pelo resultado”


Mário Soares Desportivo “Ainda nos faltou alguma confiança, apesar do resultado. Hoje (ontem) pelo menos conseguimos ver os sectores mais juntos, uma equipa com acções mais coordenadas e com maior acutilância. Isso dá-nos perspectivas de continuar a trabalhar. Mas, ainda assim, a equipa não está próximo daquilo que pretendemos. Valeu pelo resultado, porque é mais motivador trabalhar por cima da vitória para os próximos compromissos”.

Chibi Faial
JGM