Jornal dos Desportos

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Girabola

Moco "salta" do banco e d vitria aos polcias

Avelino Umba - 08 de Maio, 2016

Todas aces ofensivas protagonizadas nos dois perodos do desafio pelos jogadores tricolores foram insuficientes para vencerem e desta forma saram do campo a lamentarem pela derrota averbada

Fotografia: M. Machangongo

O Interclube vai de pedra e cal no Girabola Zap, rumo aos objectivos traçados pela direcção do clube, nomeadamente o alcance de um  lugares cimeiros da prova. Esta vontade foi vista ontem, no Estádio dos Coqueiros, onde ganhou ao Petro de Luanda, por 2-1.

Os golos da partida foram apontados por Rico, aos 33 minutos, e Moco, aos 90, para o Interclube,  e por Abdul marcou para o Petro de Luanda, s 4o minuto.

O jogo iniciou com um equilíbrio, mas foi a equipa da polícia que mais perigos criou.

 Mostrou a intenção de chegar cedo ao fogo. E tanto assim era que logo no primeiro minuto, na cobrança de um canto, o cabeceamento de um dos seus avançados levou a bola ao lado da baliza defendida por Gerson. A partir desse momento a "batalha" começou com muita intensidade para ambos os lados embora os petrolíferos tentassem mostrar que, a jogarem em casa, com o apoio do seu público, mandavam eles. Aos 27 minutos, Chico , do Interclube, voltou a ameaçar a baliza de Gerson com um remate, mas sem direcção certa.

O Petro não cruzou os braços quando Job, como sempre, simulou dois adversários. Assistiu a Carlinhos que não conseguiu finalizar devido a antecipação de um contrário.

O grande e primeiro momento do jogo, que  mexeu com o marcador aconteceu aos 33 minutos na cobrança de uma falta feita por Mabiná. Caranga, chamado a cobrar, cruzou a bola e  Rico, no lugar certo, cabeceou sem qualquer defesa de Gerson.

O Petro não se fez rogado e foi atrás do prejuízo. À passagem no minuto 39 Balakai podia fazer o golo de empate, mas  cabeceamento mandou a bola para a direcção errada. A equipa de Beto Bianchi já estava certo que iria para o intervalo com empate e o Interclube com a vantagem de 1 a 0. Não foi verdade. No cruzamento, de marcação de um canto, a bola passou por um defesa da polícia e  Adbul com o seu pé esquerdo empurrou a bola para o fundo das malhas. Estava feito o empate.

Já igualados as equipas deram outra intensidade ao jogo, com os polícias a procurarem pressionar para a frente enquanto. Os petrolíferos respondiam de forma positiva os cruzamentos dos seus companheiros, mas sem sucesso, quando aos 46 minutos o Petro podia marcar.

SEGUNDA PARTE
O Petro entrou determinado, a jogar em casa diante do seu público, mas diante do Interclube mais agressivo, cujos jogadores arriscavam-se no meio campo do adversário para tirarem melhor proveito.

Já ao cair do pano o Intercluve perdeu duas grandes oportunidades de golo.

Nesta mesma altura, numa jogada excelente, Rico assistiu Moco que, de cabeça, mandou a bola para dentro da baliza.


MELHOR EM CAMPO
Rico jogou para o colectivo


Por aquilo que as duas equipas produziram em campo durante os dois períodos da contenda, Rico, do Interclube, mostrou e acabou por ser o melhor jogador em campo. Além de, de um dos seus pés, ter saído um golo, esteve bem em todos os lances, correu, distribuiu jogadas, rematou enfim, desbaratou adversários que o marcavam. No fundo do fundo Rico jogou para o colectivo


ARBITRAGEM
Apitou soou com justeza


 As duas equipas em nada devem reclamar de arbitragem liderada , forma faltaram situações anómalas derivadas de eventuais falhas técnicas , pelo que ficou sem influenciar o resultado final do jogo. Ficou evidente muita clarividência no ajuizamento dos lances em que se envolviam os jogadores dois clubes em todo o jogo. Quando teve de mostrar cartões foi porque clara violação do princípio da verdade desportiva que alicerça qualquer competição