Jornal dos Desportos

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Girabola

Mrio Soares preocupado com falta de jogos

Gaudncio Hamelay - Lubango - 30 de Janeiro, 2020

Tcnico do CDH agstado com constantes paragens

Fotografia: A.SOARES | Edies Novembro

O técnico do Desportivo da Huíla manifestou-se agastado, com a falta de jogos da sua equipa, esta época, uma das condições indispensáveis para o bom momento de forma dos atletas. Mário Soares lamentou o facto dos militares de Região Sul correrem o risco de ficarem mais 15 dias sem competir.
O treinador recordou, que desde o dia 18 do mês em curso, em que disputaram a partida referente à 16ª jornada, na visita à equipa dos Bravos do Maquis que perderam, por 2-1. O próximo desafio acontece, apenas a 9 de Março, frente ao Recreativo do Libolo, pontuável para a 19ª jornada do Girabola Zap 2019-2020, no Estádio do Ferroviário da Huíla.
 Sublinhou, que se contarem com o jogo efectuado com o Interclube, em Dezembro, vão ficar, aproximadamente, mais de 45 dias sem competir e com apenas um jogo disputado, que considerou inconcebível. “Entristece-me, quando voltamos, por força da programação, para o \"Parabola\", mas estamos aqui para trabalhar”, realçou.
Referiu, que é pouco provável que uma equipa atinja a forma desportiva, com essa calendarização. Garantiu que apesar dessa contrariedade, estão a trabalhar para ter capacidade, argumento e procurar soluções para poderem apresentar-se no próximo jogo a “doer” diante do Recreativo do Libolo, no seu melhor.
“Temos de arranjar soluções, porque com a desistência do Ferrovia do Huambo, na Taça de Angola, que podia dar-nos mais jogos, iremos voltar a competir apenas no dia 9 de Fevereiro, quando o último aconteceu dia 18 e o próximo disputa-se no dia 9 de Março. São, aproximadamente, 2 meses se contarmos com o jogo do Interclube no dia 21 de Dezembro a 9 de Fevereiro, são mais de 45 dias”.
Mário Soares disse estar com saudades do Girabola passado, em que tinha muitos jogos e as equipas estavam com um ritmo competitivo aceitável. “Nós vamos fazer apenas dois jogos, num longo espaço. Isso, é inconcebível”, lamentou.
 Em função do que é a calendarização, revelou que a formação do Recreativo do Libolo é um adversário que está a competir regularmente, ao contrário da sua equipa que por força dos clubes que estão nas Afrotaças, tem os seus jogos adiados em jornadas consecutivas.
 “Infelizmente, o calendário colocou-nos o 1º de Agosto e logo a seguir o Petro. Por outro lado, a incerteza da Federação Angolana de Futebol em relação ao 1º de Maio tornaram as coisas ainda mais complicadas, pois, o Ferrovia do Huambo justifica a desistência pelo facto de serem eliminados pelo 1º de Maio”, frisou.
 Acrescentou, que se a decisão da desclassificação do 1º de Maio tivesse saído antes, de certeza que não disputaria a Taça de Angola, talvez a equipa do Ferrovia do Huambo, hoje, estaria a competir.
 “Teríamos a oportunidade de termos algum jogo nas pernas e talvez com a possibilidade de entrar em pé de igualdade com o Recreativo do Libolo, mas não será o caso. Mais uma vez será posto à prova, o que são as nossas competências como equipa técnica, para colocarmos o barco em bom porto. Mas dizer que nos sentimos competentes”, realçou.
         
DESABAFO
\" Temos de cair na real e a realidade é essa \"

           
Mário Soares admitiu ser bastante difícil a equipa estar em forma competitiva, nas próximas duas semanas, uma vez que o próximo jogo se disputa apenas dia 9 de Março. “Isso, dura aí mais 13 dias, somando os dias que estamos sem competir”, destacou algo agastado.
“O último jogo foi no dia 18 de Fevereiro, no Moxico, mas temos de arranjar soluções internas para podermos superar essa dificuldade. Não será fácil, mas temos de continuar a trabalhar e se olharmos para a classificação do Girabola Zap, não podemos fugir do que é o nosso princípio”, declarou.
Afirmou, que no balneário da equipa que dirige, a palavra de ordem tem sido “jogo após jogo fazermos sempre o melhor. Quer dizer que podemos recuperar as posições que por ventura perdermos, pois, não temos outra alternativa. Temos de cair na real e a realidade é essa, não podemos jogar nos próximos dias”, comentou.
 O técnico dos militares da Região Sul apontou que a maior dificuldade a enfrentar no próximo jogo, será a formação do Recreativo do Libolo, por ser um adversário próximo na tabela de classificativa. Mário Soares reconheceu que a equipa do Recreativo do Libolo é um adversário directo e vai entrar em campo com vantagem em números de jogos.
  “Se nos preocuparmos com a tabela classificativa, poderemos ter ainda problemas acrescidos. Temos é de estar preocupados connosco mesmo e no que podemos fazer. As nossas capacidades é esperar até Maio, para depois apresentarmos mais argumentos”, assegurou.