Jornal dos Desportos

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Girabola

Palanquinos despacham proletrios

Manuel Neto - 15 de Agosto, 2016

O Kabuscorp do Palanca derrotou (1-0) ontem nos Coqueiros turma do 1 de Maio de Benguela em jogo vlido para 21 jornada

Fotografia: Nuno Flash

O Kabuscorp do Palanca derrotou (1-0) ontem nos Coqueiros turma do 1º de Maio de Benguela em jogo válido para 21ª jornada do Girabola Zap, numa partida em que a formação proletária começou por tomar as rédeas do jogo nos minutos iniciais com o fito de surpreender o seu adversário no seu próprio reduto.

 Mas tudo ficava pelas intensões porque os seus atacantes apareciam muito apáticos no último terço adversário, deixando-se bater com facilidade ante a muralha defensiva montada por Romeu Catato Filémon.

O Kabuscorp atenta as investidas adversárias, não tinha outra hipótese que não fosse a de sair em contra- ataque para apanhar desprevenida os proletários que pecavam na recuperação defensiva.

A investida de Nary da turma palanquina foi o primeiro aviso, quando este numa jogada rápida e individual furou a defensiva contrária mas o forte remate que desferiu beijou o travessão da balissa de Lokua, levando o estádio ao delírio.

O 1º de Maio não hesitou em investir no ataque mas sem resguardo   no seu sector defensivo e foi no desprezo deste quesito que o Kabuscorp explorou em demasia e Mano foi o protagonista da jogada de génio, quando as 15 minutos passou pelo seu opositor, cruzou para o centro da pequena área, mas o curo do esférico foi impedido pela mão de um defensor proletário e Ailton Carmelino, o árbitro do encontro não hesitou em assinalar penalti, que o mesmo Mano aos 16 minutos concluiu com êxito fazendo o primeiro golo do jogo para gáudio dos palanquinos.

A equipa proletária não atirou a toalha o tapete, bateu o pé ao seu adversário, tentando o golo do empate. Nesta fase possuía o maior volume de jogo, mas a ineficácia atacante continuava em dia para benefício da turma presidida por Bento dos Santos Kangamba. Apesar de se ter verificado bons recortes técnicos, o jogo era muito afunilado no centro do terreno até a hora do descanso.

As equipas regressaram dispostas a inverter o quadro, ou seja o 1º de Maio procurava o empate e os palanquinos a ampliação.  Nesta esteira jogava-se com alguma intensidade nos Coqueiros, mas é certo que a avalanche que o Maio empregara no início não era a mesma.

 E o Kabuscorp foi subindo as suas unidades dificultando deste modo o seu adversário, mas ainda assim os golos teimavam em surgir.
Os proletários afoitos acrescentaram mais qualidade ao seu jogo empurrando os palanquinos as cordas que nesta fase do jogo não conseguiam assentar o seu jogo embora Filémon fizera algumas substituições para evitar o empate  o anti-jogo foi a posição mais acertada que os palanquinos encontraram para saírem vitorioso, ante um Maio bastante acutilante nos últimos minutos de jogo.


OPINIÕES

 Romeu Filemon  (Kabuscorp) 
“ Não estivemos bem  no jogo ”

 “Não tivemos bem. Permitimos que o adversário nos empurrasse a defesa, mas no ponto de vista defensivo conseguimos evitar o pior. Devo dizer que também foram os efeitos do jogo de segunda-feira passada, mas vamos continuar a trabalhar porque a nossa equipa não esteve muito bem e mesmo com as substituições continuou incaracterística. Em suma o adversário não merecia sai daqui derrotada”


Helder Teixeira (1º de Maio)
“O arbitro não nos deixou jogar”

“ Acredito que o arbitro não deixou  fluir o nosso futebol. Mas devo parabolizar os meus rapazes que se bateram bem ante uma grande equipa que é o Kabuscorp que tem intenções opostas as nossas, mas ainda  assim conseguimos  praticar um bom  futebol e acho mesmo se o árbitro nos deixasse jogar o resultado seria outro ”