Jornal dos Desportos

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Girabola

Paty abre porta de saída

Paulo Caculo - 19 de Outubro, 2016

Médio do Interclube recebeu propostas para novos clubes em 2017

Fotografia: kindala M\anuel

O médio do Interclube, Paty Justo, está a ser cobiçado pelo 1º de Agosto e pelo Recreativo do Libolo, para mudar de camisola na próxima época futebolística.

Ontem, o Jornal dos Desportos apurou  do próprio jogador, que  existem propostas de clubes no Girabola e na África do Sul, para mudar de ares em 2017, tudo está dependente de um provável acordo de rescisão do contrato com o Interclube, que expira  em Dezembro de 2017.

“Ainda tenho um ao de contrato com o Interclube, não sei se vou continuar. Tenho propostas de outros clubes. Gostava de estar numa equipa onde pudesse voltar a conquistar títulos”, confessou o médio, campeão com a equipa da Polícia em 2010, um ano depois de ter chegado ao clube, em 2009, proveniente da Académica Petróleos do Lobito.

  “Recebi propostas do Libolo e do 1º de Agosto,  gostava muito de poder transferir-me para uma dessas equipas, na próxima época. Não está fácil a decisão, porque ainda tenho um ano de contrato por cumprir com o Inter”, esclareceu Paty. O camisola 14 do Interclube é dos jogadores mais antigos e influentes da equipa às ordens do croata Zdravko Logarusic, facto que pode dificultar a  liberdade para outro clube.

Aliás, foi devido à notoriedade e condição de jogador “imprescindível” na manobra ofensiva da equipa, que obrigou a direcção do clube a prolongar o contrato em 2013. “Tudo depende da direcção do clube”, reafirmou o jogador, oriundo da cidade portuária do Lobito, reiterou  a vontade e o desejo de viver uma nova experiência, ao serviço de outro clube no Girabola, ou no exterior do país.

“Todo o atleta tem sonhos e espera alcançar os seus objectivos. Penso que já dei tudo com a camisola do Interclube. Quero ser campeão noutro clube,  gostava muito que a direcção do Inter pudesse proporcionar-me esta alegria. Já conversei com a direcção, mas ainda não obtive uma resposta favorável”, lamentou o mediático jogador do conjunto da Polícia.

Paty mostra-se feliz com o facto de ter sido campeão com o Interclube, em 2010, e pelas épocas brilhantes que protagonizou com a camisola da equipa, onde cumpre a sua carreira há sensivelmente sete épocas ininterruptas. O jogador diz “com orgulho” ser um atleta que sempre deu o máximo em prol da equipa, mas deixa claro que está fora de questão envaidecer-se, “porque na equipa existem muitos jogadores notáveis”.

O médio persegue a ambição de regressar às competições africanas, à semelhança do que aconteceu com o brilharete alcançado em 2011, ano em que sob orientação do técnico português António Caldas, o Interclube quase atingiu a final da Taça da Confederação, perdeu nas meias-finais com o FAR Rabat de Marrocos.

APOSTA DE BONDARENKO
Atleta seguido
na África do Sul


Paty aguarda a todo o instante, que se acenda uma luz verde no fundo do túnel, a autorizar a saída do clube, mediante uma rescisão amigável. Caso tal pretensão aconteça, o jogador pode  gozar da possibilidade de transferir-se para o campeonato sul-africano, onde recebeu garantias do antigo treinador do 1º de Agosto e Kabuscorp do Palanca, de haver uma equipa interessada em comprar o passe.

"Recebi um telefonema do professor Bondarenko, a confirmar que me querem lá, na África do Sul. Trata-se de uma proposta que tenho de analisar muito bem, antes de dar qualquer resposta", disse lacónico, em conversa tida ao telefone com o nosso jornal. Seja qual for o próximo destino do médio, ou caso a direcção de Alves Simões se mantenha irredutível em mantê-lo no plantel, ainda que contrariado, o jogador não desarma do seu sonho de representar um novo clube na próxima época.

"Tenho fé que vou chegar a acordo com o presidente Alves Simões. Apesar de que tenho ainda contrato, existe sempre um meio -termo  das partes encontrarem uma saída. Acredito que a direcção vai deixar-me sair", admitiu o médio.
PC