Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro afunda aviadores

Paulo Caculo - 13 de Março, 2017

Petrolíferos foram bastante competentes do duelo de ontem no estádio 11 de Novembro

Fotografia: M. MACHANGONGO

Longe de ter sido um espectáculo de encher os olhos, a história do jogo entre Petro de Luanda e ASA, clássico luandense, resume-se a dois golos de belo efeito e a períodos de imensa disputa pela posse de bola e ocasiões para marcar. Os tentos de Manguxi, aos 50´, e Tiago Azulão, aos 66´, deram corpo a uma vitória que chegou a inspirar cuidados na primeira parte.

Pressionado pela necessidade imperiosa de conquistar os primeiros três pontos e evitar os lugares da cauda da classificação, os aviadores até entraram melhor no jogo. No primeiro minuto, Bena podia ter chegado ao golo, não fosse o remate do avançado saído à figura de Gerson.

Mas a reacção dos tricolores não se fez esperar. No minuto 47 seria o capitão Job a protagonizar um dos maiores falhanços da equipa, com a baliza escancarada. Durante largos períodos da etapa inicial, a partida estava dominada pela alternância da posse de bola e de ocasiões de golos, embora com maior volume de oportunidades para o Petro, fruto também da enorme pressão que submetia à defesa do ASA.

Na segunda parte as duas equipas regressaram com maior vontade de chegar ao golo, mas era do lado dos tricolores que se via, jogadas muito mais esclarecidas, com princípio, meio e fim, capaz de provocar sérios calafrios ao último reduto dos aviadores. Fruto deste estado de coisas, acabou sendo com alguma naturalidade que o Petro chegaria ao golo, aos 50´, por intermédio de Manguxi, a desviar muito bem de cabeça um cruzamento de Carlinhos, que entrará ao 45´.

A perder, por 1-0, o ASA procurou dar uma resposta a altura, reagir em conformidade, mas faltava quase sempre arte e engenho às suas jogadas, para descobrir caminhos de acesso à baliza contrária, que pudesse incomodar Gerson. O facto é que Bena, Tucho e Minguito continuavam a desperdiçar ocasiões de golo.

Apesar de espelhar força colectiva, o futebol dos aviadores esbarrava sempre na grande \"muralha\" defensiva montada por Beto Bianchi. A verdade é que o Petro pressionava quanto basta. E, diga-se, nesse aspecto, que os tricolores se mostravam mais pragmáticos no ataque, com o trio composto por Job, Tiago Azulão e Manguxi a serem os principais \"desmancha prazeres\" da defensiva aviadora, que nem mesmo com a entrada de Love, aos 71´, ajudou a acrescentar algo ao futebol da equipa.

A verdade é que o golo de Tiago Azulão chegaria para colocar em evidência a superioridade demonstrada em campo pelos tricolores.  Os donos da casa até poderiam construir uma vantagem mais dilatada, não fosse os desperdícios de Tony, um dos quais numa jogada individual na pequena área do adversário, em que faltou calma e serenidade suficiente do brasileiro para finalizar com êxito.

Apesar da equipa de João Machado nunca ter deixado de acreditar, o futebol da equipa deixou transparecer a imagem de que falta mais um ou dois jogadores para aqueles sectores da considerado fundamental para a manobra do conjunto.

ARBITRAGEM

O trabalho do trio de arbitragem encabeçado por Miguel Mateus não sofre qualquer contestação. O árbitro e auxiliares estiveram ao nível do jogo, quer técnica, como  disciplinarmente.  Dito de outra forma, o trio do apito soube dignificar o espectáculo e o triunfo tricolor.