Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro ascende a segunda posio

Avelino Umba - 01 de Abril, 2015

Petro de Luanda teve

Fotografia: M.Machangongo

A entrada demolidora dos tricolores no desafio de ontem, no estádio 11 de Novembro, que marcou a abertura da sétima jornada do Girabola, fez prever que o Petro de Luanda, que aos 15 minutos, já vencia por 2-0, fosse "esmagar" o Recreativo da Caála. Puro engano.

Os tricolores, apesar do "esticão" no marcador, com golos de Mabululu, aos 8´, e Edson (auto-golo), aos 12´, adormeceram no resultado, o que permitiu com que os caalenses acreditassem que fossem capaz de evitar um "desastre". Ou seja, a equipa do Huambo que estreou Hélder Teixeira no comando técnico, em substituição do demitido João Paulo Arsénio Ribeiro "Túbia", ainda no primeiro tempo do desafio, aos 34´, chegou ao golo por Fufuco. 

Ainda assim, a equipa da casa teve competência para que o adversário não estragasse as suas pretensões. Melhor, os tricolores conseguiram manter a vantagem de um golo e deste modo, ainda que à condição, ascenderem à segunda posição do campeonato.Com o triunfo de ontem, o Petro de Luanda reforçou a crise de resultado que o Caála atravessa no campeonato, em que leva seis empates e uma derrota.

Com o estádio quase vazio, as duas equipas entraram bem com o jogo. O Caála procurou investir no meio campo dos tricolores, quando, aos 4´, Ari criou dificuldade ao guarda-redes Lamá que sai em falso e quase lhe custava caro. Na resposta, já com o Petro no contra-ataque, Mabululu ligou o turbo a partir do meio campo do Caála e fez o primeiro golo da partida.O segundo golo tricolor não demorou a acontecer, ou seja, passaram-se apenas quatro minutos do primeiro, quando após a cobrança de um livre directo, Edson, do Caála, fez mal os descontos e apontou auto- golo.

A partir desta altura, o jogo ganhou outros contornos, com os tricolores a fustigar o último reduto dos visitantes, e Duarte, aos 13´, podia fazer melhor, mas a bola levou direcção errada a da baliza defendida por Fock.Os comandados de Hélder Teixeira não cruzaram os braços e foram atrás do prejuízo e aos 35´, Fufuco baralhou a defensiva petrolífera e com o pé direito fez Lamá "viajar" para outro lado

O segundo tempo ficou marcado pela  busca do golo do empate por parte do Caála, que não aconteceu, mas aos pouco foi perdendo “gás” e acabou por ser dominado pelo Petro, que voltou a mostrar fulgor em momentos-chave da partida.As "bombas" enviadas por Filhão e Job, aos 70´, por um pouco dilatavam o marcador.

ARBITRAGEM
A equipa de arbitragem chefiada por Julião Mateus, apesar de não ter influenciado no resultado, teve algumas máculas, pois deixou passar alguns lances que poderiam ser assinalados. Por isso, os adeptos presentes no estádio contestaram várias vezes a actuação do árbitro pelo seu trabalho.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS
"Fizemos o resultado"


Alexandre Grasseli- Petro"=Uma vitória e três pontos somados, o que nos eleva para cima da tabela de classificação. Agora vamos pensar nos outros desafios do campeonato, em que procuraremos manter o ciclo de vitórias, embora estamos igualmente focados no compromisso do fim-de-semana para as Afrotaças. O importante é que fizemos e bem o resultado".


Hélder Teixeira -Caála=
"Reagimos tarde" "A nossa equipa reagiu tarde. Se tivesse que haver um vencedor, não seria o Petro, nem o Caála. O empate seria o resultado mais justo. Durante 20 minutos, encurralámos o Petro na tentativa de procurarmos o golo do empate. O Petro é uma grande equipa, mas nós (Caála) mostramos que a equipa esteve melhor entrosada, por isso prometemos mais trabalho e apresentarmo-nos melhor nos próximos jogos, para cumprirmos com os propósitos da direcção do clube".


NO MUNDUNDULENO
FC do Maquis 
aguarda pelo CDH


Com um registo de duas vitórias e um empate em casa, o FC Bravos do Maquis procura no sábado, no Luena, manter  a invencibilidade no estádio do Mundunduleno, quando receber para a terceira jornada do Girabola 2015, o Clube Desportivo da Huíla (CDH).É um adversário “acessível”, mas a preparação contínua, rígida e com estratégia montada ao pormenor, leva o técnico Vítor Manuel ter o plantel no máximo da força para tentar vencer o adversário pela sétima vez no historial de 12 desafios que remotam a 2006.

O empenho dos atletas nas primeiras duas sessões de treino da semana reforçou as palavras do técnico de que a derrota ante aos aviadores na jornada passada (1-0), a segunda no campeonato, ambas fora de casa, está ultrapassada e as atenções estão concentradas  no desafio com os militares da Região Sul, 11º classificado, com seis pontos.

Com uma passagem “pálida” sobre os teóricos “ossos duros de roer” e candidatos ao título, nomeadamente 1º de Agosto, Petro de Luanda, Kabuscorp do Palanca e Interclube, os maquizardes  derrotaram somente os militares. A equipa do Moxico, nono classificado com sete pontos, quer redimir-se e regressar às vitórias.

O Estádio do Mundunduleno tornou-se  há muito um “verdadeiro inferno” para o Desportivo da Huíla. Os melhores registos que alcançou  são três empates, embora já tenha vencido os maquisardes por três vezes, mas no Lubango,Com isso, o Maquis vai procurar não só o número de pontos para o campeonato, mas também o historial que já leva 12 encontros, em que possui seis vitórias, três empates e igual número de derrotas. O Clube Desportivo da Huíla não vence o FC Bravos do Maquis desde à época de 2009.
DANIEL MELGAS- LUENA