Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro baptiza estreante com goleada

Paulo Caculo - 15 de Fevereiro, 2018

Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

A história do embate entre o Petro de Luanda e o FC Cuando Cubango resume-se a quatro golos de execução irrepreensível e a 90 minutos de futebol fraco e pouco atractivo. E tudo porque a postura evidenciada em campo pelo conjunto que veio de Menongue em nada ajudou a acrescentar qualidade ao jogo, nem tão-pouco exigiu dos donos da casa grande dinâmica ao seu futebol.
Em suma, diga-se, que a equipa do Cuando Cubango acabou sendo uma presa demasiado fácil, para um Petro muito inspirado, cujo treinador até deu-se ao luxo de fazer várias alterações ao \"onze\" que na semana passada recebeu e desfeiteou o Master Security do Malawi por 5-0, em desafio da taça africana de clubes. Ou seja, em dois jogos, o ataque dos tricolores produziu nove golos.
Mas é bom que se diga, nem por isso a equipa de Menongue entrou para o jogo a dormir. Muito pelo contrário. A equipa do Cuando Cubango teve alguns períodos de graça, embora feitos sol de pouca dura, que chegaram a produzir um sentimento de que se podia assistir a um duelo com clara divisão da posse de bola e das ocasiões de golo. Mas, debalde!
Quando o Petro acertou o seu jogo, tomou conta da posse de bola, assumiu as rédeas da partida e com clara naturalidade chegou ao golo inaugural aos 31, por intermédio de Elio, numa jogada em que o guarda-redes dos forasteiros fica a pedir falta, alegadamente por ter sofrido carga.
Ainda antes do intervalo, os tricolores voltariam a dilatar com toda a justeza a vantagem, para 2-0, fruto do golo rubricado por Tiago Azulão numa jogada de insistência.
A segunda parte foi uma autêntica cópia da primeira, com o Petro a mandar na partida e o Cuando Cubango a ver a banda passar. E após o 3-0, por intermédio de Harrison, aos 63 minutos, ficou tudo mais claro em relação ao futuro do conjunto de Menongue.
O facto é os pupilos de Abel da Conceição via-se impotente para travar a avalanche ofensiva dos donos da casa. Ainda teve tempo para Tiago Azulão bisar, aos 88\'. A goleada podia ser mais sofrível, não fosse a boa postura do guarda-redes Rochana.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS


Beto Bianchi (Petro)
“É sempre bom vencer”

 
\"Sabíamos que iria ser complicado e sentimos isso na primeira parte, porque não tivemos boa leitura do jogo, alguns jogadores ainda não conseguiram diferenciar um jogo do outro, pois cada jogo é uma historia. Senti a equipa um pouco presa, mas no segundo tempo a atitude foi outra e criámos mais ocasiões. É sempre bom vir de uma vitória, para transmitir maior confiança aos jogadores\".

 

Abel da Conceição (FC Cubango)
“Faltou maturidade”

 
\"Acho que em função dos golos que o Petro foi fazendo, os meus jogadores começaram a decrescer fisicamente. Mas garanto que daqui a mais um ou dois outros jogos vamos estar melhores. Ninguém espera sofrer quatro golos, espero que o Petro faça o mesmo ou o melhor na competição africana. Os meus jogadores jogaram até onde puderam, mas acho que faltou maturidade à equipa\".