Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro de Luanda com novo triunfo

20 de Julho, 2015

Duarte e Manguxi marcaram os golos da vitria (2-1) do Petro de Luanda no desafio de ontem no Estdio Mundunduleno

Fotografia: Jos Cola

O futebol apresentado ontem pelas equipas dos FC Bravos do Maquis e do Petro de Luanda, no Luena, acabou por ir ao encontro das expectativas dos adeptos da bola. Ou seja, assistiu-se a um início de jogo emotivo e com qualidade a altura, se levarmos em conta a paragem que se observou no campeonato (40 dias) e o momento financeiro menos bons dos maquisardes.

Em tarde de inspiração e com vontade de reforçar a ideia de “desforra” do jogo da primeira volta (2-1), o FC Bravos do Maquis entrou determinado para contornar as intenções do Petro e conseguiu vantagem ao marcar, por intermédio de Castro, aos 14 minutos, depois de um passe de Chole, que não foi egoísta, pois teve, neste lance, posição privilegiada para marcar.

Com o golo marcados o ânimo dos maquisardes estabilizou e aumentaram as ovações dos seus adeptos e o jogo ficou mais atractivo, já que o Petro, que sofreu o golo, em função da capacidade ofensiva do adversário, procurou reorganizar-se.

Em função disso, os petrolíferos poderiam chegar a igualdade, aos 39 minutos, se Job não falhasse, apenas teve o guarda-redes Kizamba à sua frente, uma oportunidade de golo, após passe de Duarte. Golo que viria a acontecer aos 41 minutos por Duarte. À entrada da grande área, com Kizamba ligeiramente deslocado da baliza, o tricolor "ofereceu" um chapéu de abas largas, tornando-se no principal responsável do 1-1 ao intervalo.

A última fase do desafio começou de forma diferente da primeira. Se no começo o Maquis iniciou a ganhar, na segunda o Petro marcou logo aos 46 minutos. Diógenes driblou dois contrários e fez um passe para Job e este para Manguxi que só empurrou para alterar o marcador para 2-1.

Daí em diante, verificou-se maior equilíbrio, embora o FC Bravos do Maquis, nos últimos 30 minutos do encontro, passou a chegar mais vezes à baliza dos petrolíferos, faltando calma nos momentos da finalização.

Já nos 15 minutos derradeiros, o FC Bravos do Maquis foi na conversa do Petro de Luanda, que fazia gestão de tempo em função do resultado favorável.


MELHOR EM CAMPO
Produtivo Manguxi


O médio Manguxi, do Petro Atlético de Luanda, não só por ter marcado o golo da vitória da equipa treinada por Alexandre Grasseli, mas também pela capacidade combativa e espírito de grupo, acabou por se notabilizar no encontro. O melhor jogador em campo fez parte de um quarteto mortífero, juntamente com Job, Duarte e Diógenes, e que não deram muitos espaços aos maquisardes. Os quatro jogadores da formação tricolor foram os principais “arquitectos” do triunfo da equipa do Catetão.


ARBITRAGEM
Bom trabalho

A equipa de arbitragem do jogo entre o FC Bravos do Maquis e o Petro de Luanda, disputado ontem à tarde, no estádio Mundunduleno, no Luena, realizou um trabalho que não influenciou no desfecho final. Aliás, a forma como o desafio decorreu, não registou muitas paragens, facilitou o desempenho dos homens do apito. Hélder José mostrou sincronia com os seus auxiliares Adão da Silva e Tomás Lima, além do quarto árbitro, Paulo Sérgio. Deixavam os futebolistas jogar e só intervinham quando necessário, sancionando técnica e disciplinarmente os infractores.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS

Vítor Manuel
(Maquis) - "Jogadores foram heróis"


"Sabíamos que o Petro (de Luanda) é uma equipa forte nas transições ofensivas. Conseguimos controlar o adversário na primeira parte, limitando os seus corredores, onde é muito forte. Fomos a melhor equipa nessa fase, na minha opinião. Aparecemos mais sólidos, consistentes e marcámos um golo, mas depois perdemos o controlo do jogo e sofremos um golo. O futebol é assim, há que se dar parabéns aos jogadores do Bravos (do Maquis), pois foram heróis."


Alexandre Grasseli
(Petro) - "Jogo complicado"


“Jogo complicado, fomos atrás do resultado, depois da desvantagem, mas o intervalo foi importantíssimo. A jogada do golo foi graças á atenção de Diógenes, e é isso que tínhamos pedido, o que terminou com oportunismo do Manguxi. Valeu a luta e conseguimos cumprir o objectivo de pontuarmos. ”