Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro de Luanda dorme na liderança

15 de Abril, 2017

O Petro de Luanda sem culpa da situação apenas aproveitou as falhas da arbitragem

Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

A Académica do Lobito foi incapaz de fazer jus à sua condição de anfitriã, ao perder ontem para o Petro de Luanda, por 2-  0, em partida pontuável para a décima  jornada do GirabolaZap2017, numa tarde em que o árbitro principal foi a \"figura do jogo\". 

 O dia de ontem vai ficar na história do futebol nacional pela negativa. Para a tristeza dos acontecimentos, os lobitangas assistiram a um espectáculo de bradar aos céus, facto que deixou atónitos grande parte dos adeptos que acorreu ao estádio do Buraco para assistira uma \"peça teatral\" montada pelo árbitro que se revelou tendencioso em prejuízo da equipa da casa.

 O Petro de Luanda não foi culpado da situação vivida, pelo contrário, aproveitou-se da situação para fazer das suas. Marcar os golos necessários que lhe valeram os três pontos, ante a aflição dos adeptos que se sentiram \"traídos\" pela fraca actuação do trio de arbitragem.

 O atacante Ricardo Job abriu o marcador aos 48 minutos, de penálti, a castigar bola ao ombro de Lito, numa altura em que o domínio do jogo estava repartido, com os estudantes a revelarem-se atrevidos ante a destreza dos petrolíferos que se apresentaram cautelosos e com muita maturidade técnica e táctica desportiva.

 Foi nesta toada de jogo que os tricolores viram a tarefa facilitada, no minuto 54, quando num lance que parecia inofensivo o guarda-redes Ndulu comete a maior \"borrada do jogo\" e deixou-se bater por Nandinho, que não precisou esforçar-se tanto para introduzir o esférico no fundo da baliza.

 Com este golo notou-se um abrandamento na actuação dos jogadores da Académica do Lobito, que deixaram de atacar e passaram a defender-se de uma possível goleada.  Nessa altura foi o Petro de Luanda que tomou conta do jogo e assenhorou-se do meio campo contrário. Não marcaram mais por manifesta falta de ousadia dos seus atacantes que mesmo a contar com a ajuda do árbitro Rodrigues Aleixo César, fartaram-se de falhar mãos cheias de golos.

 Em suma, foi uma partida marcada por um triunfo em que o vencedor acabou envergonhado pela forma como se beneficiou de uma mão caridosa do “juiz” da causa acabou por acaparar-se pela lei do mais forte. Foi duro!