Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro de Luanda empata com recreativo do Libolo

Paulo Caculo - 14 de Abril, 2016

Apenas a passagem do minuto 20 as equipas ficaram mais soltaram e muito despiram o futebol musculado e sonolento

Fotografia: M. Machangongo

Petro e Libolo protagonizaram ontem, no Estádio 11 de Novembro, um jogo com uma história pouco atractiva, sobretudo na primeira parte, período em que as duas equipas entraram muito presas nos movimentos e demasiado previsíveis no ataque.

O facto é que ambos os conjunto demoraram a sair do jogo mútuo, tendo o desafio, ainda nesse instante, decorrido sob o signo do equilíbrio, pois tal era a divisão da posse de bola e na disposição de ocasiões de golo.

Apenas a passagem do minuto 20 as equipas soltaram-se muito mais, despiram-se daquele futebol musculado e sonolento que quase deixou os adeptos  dormirem nas bancadas.

Para tal, contribuíram os ataques que mais fizeram pela vida nesse período, tendo o Libolo se colocado mais próximo do golo, aos 26' e 34', por intermédio de Diawarra e Fredy, respectivamente. Pese a postura ofensiva do Libolo e a contra ofensiva do Petro, que continua a reclamar a ausência de um avançado de raiz, o nulo prevaleceu até o intervalo.

O descanso acabou sendo um bom remédio para ambos os conjuntos, porque nem a equipa de João Paulo Costa e muito menos a formação de Beto Bianchi fizeram por merecer o golo nos primeiros 45 minutos.

A segunda parte acabaria por trazer duas equipas muito mais bem dispostas a pintar o placar de golos. Como prova disso, estiveram os treinadores a efectuar constantes mexidas as respectivas equipas. E, diga-se, nesse aspecto, que quer um como outro treinador tiveram sorte com as substituições que efectuaram, pois as mexidas que fizeram ajudaram a acrescentar muito de novo ao espectáculo.

Apesar de ter sido o Libolo a incomodar muito mais a baliza do Petro, pertenceu aos donos da casa a iniciativa no marcador, aos 77', num remate forte de Diogenes e sem hipóteses de defesa para o guarda-redes Ricardo Baptista. Mas o conjunto de Calulo abanou com o golo sofrido, mas jamais ousou cair aos pés do seu adversário. Muito pelo contrário. Teve força colectiva e futebol para correr atrás do empate.

A reacção do campeão viria a surtir o efeito desejado quatro minutos depois, na sequência do golo de Dany. Estava reposta a justiça no resultado, num jogo em que as duas equipas pelo labor que patentearam na partida, só podiam merecer a divisão dos pontos. 

O futebol lento e pouco emotivo, na primeira parte, não provocou o espectáculo que se pretendia ou esperava para um sábio entre duas equipas campeãs.

A FIGURA DO JOGO
Balakai
a todo terreno


Balakai foi, quanto a nos, a figura do jogo de ontem. O médio ofensivo do Petro correu, jogou e fez jogar a equipa, tendo estado em todo o terreno de jogo. Ora a atacar, ora a ajudar na defesa, o jogador petrolífero esteve à altura do jogo, tendo sido o mais inconformado, sobretudo pelo enorme voluntarismo entregue à partida. Boa exibição!

ARBRITAGEM
Excesso de zelo


O árbitro Osvaldo Felix não esteve muito bem. Apesar de não ter tido influência no resultado cometeu vários erros que podiam ter comprometido a partida. Acusou algumas vezes os excessos de zelo e noutras ocasiões puniu como devia as jogadas cometidas à margem das regras. Benefício da dúvida no lance de Fredy e Jirresse nas áreas, reclamando pênalti, pois foram jogadas muito rápidas e merecedoras de análise rigorosa.

OPINIÂO DOS TÈCNICOS
Beto Bianchi
"Parabéns aos meus atletas"

João Paulo Costa
satisfeito


"Não estou satisfeito com o resultado acho que devíamos ter feito um pouco melhor, mas satisfeito pelo esforço e tentativa de fazer melhor. O Petro esteve muito bem na tentativa de fechar os caminhos e mais uma vez um bom jogo. São cinco pontos perdidos e no jogo com o 1º de Agosto tivemos oportunidades mas o futebol é assim e no final vamos fazer as contas e espero que estes pontos no final das contas não nos façam falta"