Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro de novo no topo

Betumelia Ferro - 28 de Junho, 2018

Petrolferos sofreram na parte final do jogo mas terminaram felizes o duelo com os maquisardes

Fotografia: Paulo Mulaza | Edies Novembro

Um segundo tempo à campeão deu ontem ao Petro de Luanda a dupla satisfação do triunfo apertado, um a zero, Tiago Azulão, aos 55´, e os três pontos necessários para na diferença de golos voltar à liderança do Girabola Zap. Embora tenha guardado o melhor para a etapa complementar, os tricolores também tiveram de mostrar capacidade de sofrimento para segurar a vantagem, sobretudo nos instantes finais, quando o FC Bravos do Maquis cheirou o empate em diversas ocasiões.
A ansiedade de recuperar o comando, fez com que os tricolores entrassem impelidos para a frente como que para dar o exemplo, e como bons anfitriões demonstraram desde muito cedo que sabiam onde estava o caminho do golo. A vantagem até poderia começar a ser construída antes do intervalo, mas o medo de cair nos mesmos pecados que agora provocam choro e ranger de dentes no rival 1º de Agosto, preso num redemoinho de empates, atrasou o Petro no marcador.
Ainda assim, as coisas boas feitas na etapa inicial serviram de ponte para o Petro de Luanda voltar tão competitivo como antes, a entrada de Job, logo no reatamento, deu toda a confiança para derrubar em definitivo o muro defensivo maquisarde. É verdade que em momento algum o Maquis desligou o autocarro e escondeu a chave, mas estava a faltar ao tricolor um repentista com poder de inspiração no último terço do campo; realmente foi esse o detalhe que o capitão Job veio acrescentar na hora certa. Ao repetir a mesma entrada focada no golo, o tricolor conseguiu encurtar o caminho da felicidade, aos 50´, Job iniciou uma jogada promissora mas a concluiu muito mal, talvez porque não se lembrou que na baliza estava Mig. Os adeptos ficaram desesperados mas nem tiveram tempo de chamar vilão ao craque, pois 5 minutos depois, ele recuperou um ressalto de bola e cruzou, a bola ganhou efeito ao tabelar num adversário e ninguém conseguiu afastá-la, Tiago Azulão como sempre só precisou se esticar para marcar.
A partir desse momento, aconteceu a separação das águas, o tricolor motivado por estar com a mão na massa foi atrás do segundo, para ficar mais tranquilo, a pressa de ir ao pote quase acabou recompensada com um golo do tamanho do estádio 11 de Novembro, porém, o travessão deu não a Dennis, ontem muito rematador; o tricolor lamentou a falta de sorte nesse lance, mas no fim descobriu que estava bafejado.
Sem eficácia para ampliar, o Petro de Luanda viu o Maquis cheirar o empate em várias ocasiões, Wilson foi vilão e herói num abrir e fechar de olhos, primeiro quase fez um auto-golo, depois interceptou um remate de Filipe com o rótulo certo. A estrela tricolor brilhou mais ainda nos descontos, Lito ganhou nas alturas e Careca tentou emendar, mas fê-lo sem muita força, Gerson a segunda segurou o \"brinde\" e no final as hostes tricolores respiram com o alívio da liderança. O árbitro Rodrigues Aleixo fez um trabalho aceitável, demonstrou boa forma física na maneira como acompanhou de perto as jogadas, sempre em cima do lance teve poucas dificuldades de dar motivos de queixa as equipas, elas reclamaram, é verdade, mas só para só tirar partido da situação.