Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Petro e Desportivo repartem pontos

Morais Canmua - 27 de Setembro, 2015

O Petro e Desportivo foram, alm de um empate

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Petro de Luanda e o Clube Desportivo da Huíla não foram para alem de um empate a uma bola, em partida disputa ontem, no estádio 11 de Novembro, em Luanda, pontuável para jornada 26 do Girabola 2015, num jogo com pouca acutilância onde a falta de eficácia de parte a parte foi atónica dominante

A pobreza da qualidade de jogo das duas equipas, nos minutos iniciais fazia prever que o restante da partida seria paupérrima.  Quer os jogadores do Petro de Luanda quer os do Desportivo da Huíla evidenciavam apatia exagerada, disfarçada por vezes com incursões de baixa intensidade por parte dos pupilos de Alexandre Grassieli que mais vezes chegavam à baliza contrária.

Aos 3'  Wilson isolado, apenas com Gansia a sua frente, atirou ao lado. Trinta e um minutos mais tarde, o mesmo Wilson aproveitou mal uma bola perdida a linha de golo, na sequência de um remate de Mabululu.

Os rapazes de Ivo Traça defendiam-se com unhas e dentes, procurando perdurar sofrer qualquer golo. Com jogo definido na saída rápida no contra-ataque, a equipa militar da Região Sul experimentava algumas dificuldades para ultrapassar a barreira defensiva petrolífera bem comandada por Maludi e Adbul.

Aos 40' numa jogada de involvência,  o camaronês Mbongó poderia ter chegado ao golo, permitindo o desarme no momento do remate à baliza de Lamá. Ja no declinar da primeira metade do desafio,  o mesmo Mbongó obrigou o keeper contrário a defender em dois tempo, um remate violento com pé esquerdo. Ao cabo dos primeiros 45' persistiu o nulo.

No reatamento, as duas equipas entraram mais afoitas, dispostas a rectificar a má imagem deixada no inicio do desafio. Aos petrolíferos cabia a responsabilidade de assumirem as despesas do desafio por isso,  pertencia-lhe a iniciativa do jogo, ficando aos visitantes a tarefa de continuarem a utilizar o contra-ataque como arma, procurando, por esta via, surpreender os donos de casa.

Alexandre Grasseli entendia que deveria dar maior acutilância ao seu jogo ofensivo dai ter abdicado de Chara entrando para o seu lugar, o jovem Diógenes. Ainda assim, os donos de casa claudicavam bastante no ataque.

Por um lado, por falta de discernimento dos seus atacantes e por outro porque a defensiva dos huilanos esteve em bom plano. Ainda assim, aos 75'  na sequência de um cruzamento da direita executado por Mateus, Mabululu cabeceiou por cima da baliza de Gansia justificando a inoperatividade do ataque da sua equipa.

Porém,  o melhor estava para vir quando, numa jogada de insistência,  Mavambu que entrara para o lugar de Job, apontava o golo do  Petro de Luanda depois de, no minuto anterior ter falhado escandalosamente em frente a baliza.

 Inconformados, os comandados de Ivo Traça tentaram remar contra a maré,  beneficiando inclusive de algumas oportunidades de golo feito, com destaque àquela aos 83', quando o camaronês Emanuel Mbongó, sem oposição, rematou em jeito, permitindo a defesa de Lamá.

A insistência e o inconformismo dos huilanos, permitiram que já no declinar do desafio, aos 87', Yuri, que curiosamente saltou do banco, a substituir Belito, marcasse o golo do empate, castigando erro da defensiva contrária, repondo a verdade do jogo.