Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Petro forado a vencer o Maquis

Betumeleano Ferro - 28 de Outubro, 2019

Equipa do Cateto assume favoritismo diante do seu oponente desta tarde

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

A vida de modo algum está a ser fácil para o Petro de Luanda esta época. Receber os adversários derrotados pelo rival 1º de Agosto, força Cosano e pupilos a fazer o mesmo, para evitar uma fuga antecipada do maior concorrente na luta pelo título. É por isso que hoje às 17h00, no Estádio 11 de Novembro, vão tentar prolongar por mais uma jornada o estado de agonia do FC Bravos do Maquis.
Os tricolores têm tudo o que precisam para conseguirem ganhar, mas nada melhor do que esperar pelas incidências do jogo, para ver se vão ser capazes de retirar as coisas boas do seu tesouro e somarem mais três pontos.
Sem liberdade de escolha, porque é o campeão quem dita as regras do jogo, a equipa do Catetão tem de ser competente para usar bem as armas que tem, ainda mais porque são mais poderosas do que as dos maquisardes, pois a surpresa é não ganharem.
A obrigação de vencer vai fazer com que os tricolores joguem ao ataque, até porque não existe outra maneira eficaz de chegar aos três pontos. Realmente é um risco que têm de correr, mas também é verdade que os maquisardes só podem fazer estragos nas costas tricolores, se estes deixarem.
Uma equipa que sabe gerir a posse de bola tem tudo o que precisa para evitar ser surpreendido no contragolpe, assim então, o Petro tem de jogar com a confiança necessária, para não tropeçar nos seus erros.
Os maquisardes anseiam tudo menos somar o segundo desaire consecutivo, por isso o peso dos carrascos é incapaz de servir de consolo para Zeca Amaral e pupilos.
A bem da verdade, ninguém fez grandes exigências ao treinador, mas é legítimo que nas hostes do Maquis haja a ambição de fazer cair um dos grandes do campeonato.
Um triunfo extramuros é muito mais do que uma injecção de motivação, pois não é todos os anos que se tem o privilégio de vir ao 11 de Novembro fazer o Petro de Luanda chorar e ranger os dentes, em sinal de frustração pela derrota sofrida.
Um empate é motivo de alegria para a equipa do Moxico, afinal é melhor assim do que voltar a casa com as mãos a abanar, mas o mesmo não se aplica aos tricolores, já que isso significa que uma equipa terá largura, cumprimento e profundidade para chegar aos três pontos.
Os tricolores têm de aceitar o desafio de superar todas as adversidades causadas pelos maquisardes, mesmo que haja um autocarro em campo, é ao anfitrião que se exige uma solução infalível.