Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro ganha novo fôlego

Paulo Caculo - 16 de Outubro, 2017

Petro alcança o 1º de Agosto na liderança

Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Longe de ter sido um espectáculo de encher os olhos, a história do jogo entre Petro de Luanda e o Bravos do Maquis resume-se a dois golos de belo efeito e a períodos de intensa disputa pela posse de bola e ocasiões de ambos os lados. Os golos de Manguxi, aos 16' e Tiago Azulão, aos 66', deram corpo a uma vitória que chegou a inspirar cuidados na primeira parte.
Pressionado pela necessidade imperiosa de conquistar os três pontos para alcançar o crónico rival na liderança do campeonato, pertenceu aos donos da casa a iniciativa de ataque. No primeiro minuto Job podia fazer funcionar o marcador, não fosse o remate do extremo saído à figura de Dadão.
Mas a reacção dos maquisardes não se fez esperar, ainda assim, foram os petrolíferos que voltaram a desperdiçar, no minuto 20, novamente pelo capitão protagonizando um dos maiores falhanços da equipa, com a baliza escancarada. Durante largos períodos da etapa inicial, a partida foi disputada com a alternância da posse de bola e de ocasiões de golo, embora com maior volume de oportunidades para o Petro, fruto também da enorme pressão que submetia à defesa contrária.
Dada a grande dinâmica imprimida pelos tricolores nas suas jogadas, foi com alguma naturalidade que chegaram ao golo, aos 16', numa jogada de belo efeito e bem finalizada por Manguxi, na área dos visitantes.
Na segunda parte as duas equipas regressaram com maior vontade de chegarem ao golo, mas houve inversão de papéis, já que passou a pertencer ao Maquis a disposição das jogadas muito mais esclarecidas, com princípio, meio e fim, capaz de provocar sérios calafrios ao último reduto dos tricolores.
A equipa às ordens de Zeca Amaral conquistava espaços para jogar em zonas nevrálgicas da defesa contrária e revelava-se incapaz de traduzir em golo as oportunidades. E como quem não marca sofre, acabou sendo a equipa da casa a chegar ao segundo golo, aos 66', por intermédio de Tiago Azulão, a desviar muito bem de cabeça um cruzamento tirado da esquerda.
A perder, por 2-0, o Maquis procurou dar uma resposta a altura e reagir em conformidade, mas faltava quase sempre arte e engenho às suas jogadas para descobrir caminhos de acesso à baliza contrária, que pudesse incomodar Gerson. Apesar de espelhar força colectiva, o futebol dos maquisardes esbarrava sempre na grande "muralha" defensiva montada por Beto Bianchi nos seus sectores mais recuados.
A verdade é que a equipa do Moxico pressionava quanto basta. E, diga-se, nesse aspecto, que se mostrava mais pragmática no ataque nesse período com o trio composto por Milex, Pataca e Quinzinho a serem os principais "desmancha prazeres" da defensiva tricolor.
A verdade é que o golo de Tiago Azulão chegaria para colocar em evidência a superioridade demonstrada em campo pelos tricolores.  Os donos da casa até poderiam construir uma vantagem mais dilatada, não fosse os desperdícios de Tony, um dos quais numa jogada individual na pequena área do adversário, em que faltou calma e serenidade suficiente do brasileiro para finalizar com êxito.

OPINIÕES dos técnicos
"Nada ainda está definido"


"Abordamos bem o jogo frente a uma equipa que jogou de igual para igual e soube sempre impor-se em campo. As alterações feitas visam sempre a procura do melhor resultado. O campeonato está em aberto e vamos até ao fim para vermos depois quem será o campeão nacional, pois, nada ainda está definido.

JAIME DE SOUSA (Nejó) • Adjunto do Petro       

"Assumimos o risco"

"Foi um jogo bastante competitivo em que as duas equipas empenharam-se ao máximo. Assumimos o risco de jogar de peito aberto à procura das facilidades que o Petro pudesse conceder. Em desvantagem tentamos em função do desenvolvimento do jogo mudar e fomos atrás do prejuízo ao longo da partida. Temos que dar os nossos parabéns ao Petro". 

Ivo Campos • Adjunto do Maquis