Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro pode ter quebra de ritmo

Paulo Caculo - 08 de Julho, 2017

Uma condio a que a equipa de Beto Bianchi dever, seguramente, evitar estar sujeito.

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

A equipa do Petro de Luanda arrisca a enfrentar, nos próximos períodos do campeonato, quebras de ritmo competitivo em alguns dos seus jogadores, em virtude do tempo de paragem a que estão sujeitos estes atletas, devido o adiamento dos seus jogos do Girabola ZAP, por ter fornecido mais de três jogadores à Selecção Nacional de honras.

Os tricolores não jogam desde a 17ª jornada, altura em que deviam defrontar o Recreativo do Libolo, em casa, e acumulam outros vários desafios, nomeadamente diante do Interclube, fora, e Progresso da Lunda Sul, em casa, referentes à 18ª e 19ª rondas, respectivamente.

A equipa trabalha, ainda, sem a presença do seu treinador principal, Beto Bianchi, actualmente ao serviço dos Palancas Negras. Para evitar possíveis quebras de ritmo, os adjuntos responsáveis pela coordenação dos trabalhos, têm procurado recorrer a alguns desafios amigáveis, enquanto durar a ausência do hispano-brasileiro, provavelmente para salvaguardar os níveis competitivos do grupo.

Se, por um lado, entre as unidades fundamentais do \"onze\" da equipa tricolor apenas aqueles cedidos à Selecção Nacional, nomeadamente Manguxi, Gerson, Wilson, Job e Elio, devem apresentar-se no melhor da sua boa forma, por outro, o mesmo não deve acontecer com os que permanecem no plantel, sobretudo os já menos utilizados durante a presente temporada futebolística.

Pode representar igualmente preocupação para os tricolores, o facto do seu principal goleador, o brasileiro Tiago Azulão, encontrar-se entre os atletas que permanecem no plantel a cumprir apenas sessões de treinos normais. É a primeira vez que o Petro de Luanda vê-se confrontado com a obrigação de adiar três jogos consecutivos. Na mesma situação, encontra-se a equipa do Libolo, actualmente engajada na fase de grupos da Taça da Confederação.

Para alguns analistas do futebol, a manutenção do ritmo competitivo dos jogadores constitui-se como factor primordial para qualquer equipa que queira manter ininterrupto o ciclo de vitórias. Em face disso, defendem que cada atleta deve procurar conhecer o seu ritmo ideal de competição.

No seio dos adeptos do Petro de Luanda receia-se que esta provável perda de ritmo em alguns jogadores venha a influenciar, também, negativamente, na qualidade do futebol a ser proporcionado pela equipa nos próximos jogos.

Os especialistas acreditam ainda que a interrupção de jogos nos campeonatos por longo tempo produz alterações nos processos de evolução competitiva das equipas, ainda que se tenha recorrido a jogos amigáveis de preparação, para minimizar o problema. Uma condição a que a equipa de Beto Bianchi deverá, seguramente, evitar estar sujeito. 
PC