Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro proibido de errar

Avelino Umba - 23 de Setembro, 2015

Internacional angolano defende baliza do Petro diante do Domant para os quartos-de-final da Taa de Angola

Fotografia: Jos Soares

O regresso do experiente Lamá ao "onze" inicial do Petro de Luanda, para o jogo de hoje às 16h00 no estádio 11 de Novembro, no Camama, diante do Domant FC referente aos quartos -de - final da Taça de Angola, edição 2015, alegra a equipa técnica comandada por Alexandre Grasseli. Lama foi titular pela última vez no jogo diante do Kabuscorp do Palanca, na primeira volta do Girabola 2015, em que perderam por 2-1. 

O técnico Alexandre Grasseli disse ontem, em conferência de imprensa, que a sua equipa está proibida de errar no jogo desta tarde, de formas a manter a "chama acesa" para aquilo que são os seus objectivos na competição. "A estratégia e a eficácia são dois aspectos, que devem estar em dia, para encontrar oportunidade para marcar. É com esta determinação e oportunidade de jogar bem, pois com esta forma de encaixe no seio da equipa, podemos fazer uma boa partida aliado a um resultado que permita passar para a fase seguinte", disse.

O Petro vem de uma derrota no Girabola, diante do Kabuscorp, por 1-0,  ao passo que o opositor empatou (1-1) em casa ante o Sagrada Esperança, mas Alexandre Grasseli assegura que o jogo desta tarde é diferente. "Vai ser um jogo diferente, a julgar pela característica da competição, onde quem perde fica de fora. Desta feita, estamos atentos a todos os detalhes, dado o nosso empenho no trabalho e com apoio dos adeptos para seguir caminho para frente", frisou.

Ainda de acordo com Alexandre Grasseli, neste momento, o objectivo é vencer o jogo e avançar com a ideia na competição. "Queremos vencer este jogo e continuar a sonhar para frente. É este o nosso objectivo, de formas a podermos começar a pensar nas outras coisas e delinear, deste feita, outros pensamentos", clarificou.

Questionado se podia pensar em salvar a época, a julgar pelo lugar que ocupa no Girabola, nona posição, Alexandre Grasseli disse que não. "Eu vejo que a época de 2015 teve o início de um projecto que vai até 2018. O Petro tem duas competições , no caso Girabola e Taça de Angola,  a ideia é poder apresentar-se da melhor forma, ou seja, superar o adversário que vem com os mesmos objectivos. Mas temos de fazer valer o factor casa e o apoio dos nossos adeptos, tal como o momento da competição que pode ser bom na sequência do ano", explicou.

Com apenas dois dias de trabalho, para duelo desta tarde, diante um adversário que se encontra na linha de despromoção no Girabola,  que quer fazer historia na Taça de Angola, na tentativa de chegar o mais longe possível nesta prova, Alexandre Grasseli assegurou que tem uma equipa capaz de fazer melhor.

"Apesar de algumas alterações iniciais, ao nível do treino, acreditamos que podemos ter um onze inicial à altura. Ou seja, entrar a "matar", com maior objectividade e eficácia, num jogo em que estamos proibidos de errar para melhor acertar", advertiu.

OBRIGAÇÃO
Adeptos tricolores
exigem vitória hoje


Os adeptos do Petro de Luanda reafirmaram ontem, ao Jornal dos Desportos, o seu descontentamento em relação ao desempenho da equipa nas  últimas três jornadas do Girabola 2015, em que a equipa averbou igual número de derrotas, por isso exigem da equipa técnica, uma vitória convincente no jogo desta tarde, diante do Domant FC, para os quartos-de-final da Taça de Angola.

Apolinário José, do grupo de animação dos adeptos e apoiantes do Prenda, assegurou que a equipa tem jogadores com qualidade, mas soluça na hora da decisão. O jovem de 29 anos de idade , acrescentou que no início da época, o presidente do clube, Tomás Faria, apresentou um programa com o qual todos estavam identificados, mas hoje não faz sentido a equipa vir parar na linha de baixo, quando podia ficar entre os cinco primeiros classificados.

"O presidente do clube, Tomás Faria, apresentou um projecto no qual não lutaria pelo título, mas pela reorganização da equipa num período de quatro anos. Mas isso, não implica que a equipa venha parar na linha de baixo, quando o seu lugar é estar entre os cinco na tabela classificativa", desabafou.
António Luciano Songue, morador na comuna de Tala Hady, ao Cazenga, é outro adepto que também mostrou o seu desagrado com a falta de vitórias e ver a equipa do coração num lugar, que não tem nada a ver com os tricolores.

"Estamos a sofrer com a equipa por falta dos resultados esperados. Apesar de o Petro não lutar pelo título ou para os lugares cimeiros, no caso o segundo ou terceiro, não pode terminar em oitavo ou décimo lugar. Não é lugar dele, pois desde que me conheço como adepto da equipa e ao longo da sua história, não me recordo estar no lugar que se encontra quando faltam quatro jornadas", revelou.
 AU