Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro quebra ciclo histórico de vitórias

Paulo Caculo - 21 de Fevereiro, 2017

Petro tinha até domingo um saldo de dezasseis jogos sem derrota no Campeonato Nacional

Fotografia: Jornal dos Desportos

A derrota do Petro de Luanda em Calulo, no domingo,  no jogo frente ao Recreativo do Libolo a contar para a segunda jornada do Girabola Zap 2017, para além de quebrar um ciclo de 16 jogos sem derrotas, igualou o começo do campeonato passado, em que averbou o primeiro desaire na segunda ronda da competição.

Com o deslize no reduto do Libolo, o conjunto às ordens de Beto Bianchi não apenas permitiu ao adversário regressar às vitórias no histórico de confrontos directos, mas sobretudo, quebrou um dos maiores registos conseguido pelo Petro de Luanda, na maior competição de futebol do calendário da FAF.

Desde a derrota frente ao rival 1º de Agosto, a contar para a 15ª jornada, o Petro não  perdia  no Girabola. De lá para cá, o conjunto do Eixo Viário  somou pontos entre vitórias e empates à mistura,  a última ultrapassou a época, desta feita frente ao Progresso do Sambizanga, na estreia do Girabola Zap 2017.

Em 2016, o início da série de vitórias ininterruptas dos tricolores aconteceu no desafio diante do 4 de Abril, em Menongue, altura em que o Petro acabou por vencer o conjunto do Cuando Cubango, por 1-0, no jogo de abertura da segunda volta do Girabola Zap (16ª jornada).

A partir daí, os tricolores protagonizaram um ciclo de triunfos, em que se destacam as vitórias sobre a Académica do Lobito (1-0), Sagrada Esperança (3-0), Porcelana FC (1-0), Desportivo da Huíla (2-0), 1º de Maio de Benguela (2-0), Kabuscorp do Palanca (1-0), Interclube (2-1), ASA (3-0), Progresso do Sambizanga (1-0) e 1º de Agosto (1-0).

Neste percurso vitorioso, registaram-se empates que chegaram a atrasar a equipa na caminhada para o título, embora, sem grandes consequências, nomeadamente, frente ao Progresso da Lunda Sul (2-2), Recreativo da Caála (1-1) e Recreativo do Libolo (1-1).

De resto, à semelhança da época passada, o Petro consentiu a  primeira derrota na segunda jornada, mas deixou tudo em aberto em relação a possibilidade de repetir a trajectória de 2016, cujo excelente labor patenteado permitiu espreitar a conquista do título de campeão, após uma série ininterrupta de jogos sem perder.

AUTOCARRO  CAPOTOU POR  DUAS VEZES
Motorista está sob custódia policial


O motorista do autocarro Hyundai, que capotou com os adeptos do Petro de Luanda, está sob custódia da Polícia Nacional, revelou ao Jornal dos Desportos, Francisco Viola "Chico", afecto à claque do clube tricolor.

O adepto assegurou que se dirigiu  à esquadra para saber da situação do motorista detido, acabou por sair do local sem falar com o motorista.
"Infelizmente, não fui bem sucedido, mas deu para saber que o caso está sob investigação", garantiu.

O responsável da claque do Petro de Luanda regressou ontem, a Calulo e ao Alto Dondo, para visitar os 10 sinistrados que lá estavam hospitalizados, todos receberam alta, excepto um, que teve de ser engessado num dos braços, que também decidiu passar pela esquadra para saber da situação do motorista, que ao que consta foi “cuspido” no momento do acidente.

"A única coisa que sabemos, é que está bem, outras informações só nos podiam ser fornecidas pelo investigador que está com o processo", afirmou.O sinistro com os adeptos tricolores foi provocado por erro humano, confirmou Francisco Viola, que estava num outro autocarro, mas tão logo recebeu a comunicação foi de imediato ao local do acidente.

"A claque do Prenda viajou em dois autocarros, eu estava num, o outro é o que capotou, estávamos distantes mas fomos em socorro dos nossos companheiros, no local soubemos que o motorista não se apercebeu da curva e aconteceu o acidente", explicou.

O adepto do Petro de Luanda garantiu que das informações que recebeu, todas apontam que o motorista estava lúcido. "Ele não tomou nada, estava mesmo sério, porque não consome álcool, é bom esclarecer esse dado", realçou.

Um dos sinistrados, de nome José Magalhães, calcula que estavam 37 pessoas no autocarro, todas levaram  tempo a perceber que tinham capotado.
"Foi tudo de repente, a viagem estava a correr bem, e ninguém contava que o autocarro capotasse, foi um espanto para todos, saímos a correr do autocarro, até mesmo os que estavam em estado grave, foi espanto geral", contou.

O nosso interlocutor garantiu, que enquanto se refaziam do susto, viram uma viatura dos Bombeiros que passava pelo local, eles fizeram sinal para a viatura parar, o que acabou por facilitar o socorro dos sinistrados. 
BETUMELEANO FERRÃO