Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro sai do estdio a cantar vitria

Paulo Caculo - 10 de Abril, 2016

O Petro de Luanda mais esclarecido nas aces ofensivas conseguiu obter ontem a magra vitria de 1-0 diante do Porcelana Futebol Clube do Cuanza Norte

Fotografia: Jornal dos Desportos

A história do jogo entre o Petro e o Porcelana resume-se ao golo de Carlinhos, aos 68 minutos, e alguns raros períodos de bom futebol e emoção nas bancadas. Pese a pobreza do espectáculo, as duas equipas sempre mostraram vontade de vencer, mas melhor esteve a equipa da casa, que soube aproveitar da melhor forma uma das ocasiões de golo que dispôs na partida.

A jogar em casa e perante os seus adeptos, não admirou que fosse pertencer ao Petro a iniciativa de jogo. Muito bem povoado no seu meio-campo, a equipa da casa mostrou capacidade tomaram as rédeas da partida e com alguma naturalidade ganharam espaços para jogar em terrenos recuados do meio-campo adversário.

A verdade é que os petrolíferos pressionaram mais vezes e obrigaram várias vezes que o conjunto do Cuanza Norte a defender ou suster a enorme pressão a que estiveram sujeitos durante quase todo o jogo. Mas, também, é bom que se diga, de nada valeu nesse período o enorme volume de oportunidades e posse de bola criado pela formação tricolor, porque nenhuma delas foram concretizados, facto que acabou traduzindo o nulo da etapa inicial.

Pese a postura ofensiva espelhada pelos tricolores e a contra ofensiva criada pelo Porcelana, o nulo prevaleceu até o intervalo. O descanso acabou sendo um bom remédio para o Petro, porque a equipa de Beto Bianchi reentrou muito mais atrevida e precisou, apenas, de 23 minutos para inaugurar o marcador, numa jogada de belo feito, em que Carlinhos coloca a bola por cima da cabeça do guarda-redes Thserry, após passe milimétrico de Job.

Inconformado com o resultado, Luis Mariano mexeu na equipa, mas o futebol ainda continuou a ser pouco criativo no meio-campo, onde esperava-se muito mais bolas municiadas para o ataque, onde Viola e Djamini mostravam-se impotentes para visar a baliza de Gerson.

Os últminutos assistiu-se a um jogo mais dinâmico e frenético, com os donos da casa a tentarem chegar ao golo da igualdade e os forasteiros a entregarem o corpo ao manifesto pela busca do tento da igualdade. Tanto para uma com outra equipa, faltava sempre um tal 'golpe de misericórdia' na hora da finalização

ARBITRAGEM

 
O trio de arbitragem proveniente de Benguela fez um trabalho sem razões para alaridos. Nuno Eduardo e os seus auxiliares contribuíram para a qualidade do jogo, na medida em que não comprometeram e muito menos privaram as equipas de exibirem o seu futebol.

Disciplinarmente o árbitro benguelense podia ter estado melhor, não fosse os erros cometidos ao não castigar com  amarelos jogadas à margem das leis, mas sobretudo ao não assinalar pênalti a favor do Petro, aos 86', por falta clara de Tsherry sobre Mateus.


NO 22 de JUNHO
Polícias sem fôlego consentem igualdade


O Interclube consentiu ontem um empate sem golos, diante do 1º Maio de Benguela, em jogo referente a 7ª jornada do Girabola Zap. Os policias, que se encontram  no fundo da tabela classificativa, e que já não vencem há três jornadas consecutivas, apostaram todas as "fichas", neste jogo, tendo o treinador Zdravko Logarusic, montado um onze completamente diferente do habitual .

Valdez, Cachi, e História, ficaram no banco e, pela primeira vez neste campeonato, Chico, Filipe e Paz entram no onze inicial da equipa sedenta de vitória e que, a penar nisso, entrou logo com a intenção  de marcar logo nos primeiros minutos.

Os polícias quase concretizaram esse desejo depois de Filipe assistir o médio ofensivo Paz , que diante  do guarda-redes do 1º de Maio rematou ao lado, para desespero da equipa técnica. A equipa de Benguela, que veio a Luanda com a lição bem estudada , procurava  sair em contra ataque. Aos 20 minutos numa jogada individual , o ponta de lança dos "proletários" teve a  oportunidade de inaugurar o marcador , mas valeu  sim a pronta intervenção do guarda-redes Nelson.

 Na segunda parte os polícias fizeram entrar, Mabululu e Bebe para os lugares de Moco e PIrolito. A equipa  tornou- se mais  ofensiva e dinâmica, porém, a boa postura em campo da equipa de Finda Mozer conseguiu anular as ofensivas da equipa que jogava em casa. Aos 88 minutos, numa jogada dos polícias, Paz foi rasteirado à entrada da grande área.  O central Edson, que tinha acabado de ver a cartolina amarela, mereceu a segunda e, consequentemente, a cartolina vermelha. Os jogadores do 1º Maio reclamaram e o guarda-redes, em face disso, agrediu o ponta atacante Dasfaa e viu aasim também a cartolina vermelha. O central Yeye  passou para a baliza, sem ser obrigado a fazer nenhuma defesa. Nota curiosa o jogo terminou com os adeptos dos polícias a apoiarem a equipa de Benguela.

A equipa de arbitragem liderada por António Caxala  esteve bem. Quanto às duas expulsões aos atletas do 1º de Maio estave bem


Abílio Amaral
Técnico adjunto do Interclube

"Estivemos mal"

"Este empate sabe à derrota, pois, a jogar em casa, e diante de uma equipa que teoricamente não é do nosso campeonato, tínhamos a obrigação de vencer.  Posso dizer que a nossa equipa não fez para conquistar a vitória. Estivemos mal e e quando assim acontece não temos que reclamar. Temos que levara á cabeça e continuar a trabalhar".

Finda Mozer
Técnico principal do 1º Maio

“Foi jogo difícil”

" Foi jogo difícil, com duas partes distintas. Na primeira parte o Interclube jogou bem e tivemos que aguentar a pressão durante  quarenta cinco minutos. Na segunda estivemos muito tempo bem, só embora na ponta final perdemos a  pouco a cabeca. De qualque forma conseguimos o empate e estamos de parabéns .