Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro sob pressão

Paulo Caculo - 10 de Outubro, 2017

Petrolíferos suam a camisola nos treinos a pensar na luta pelo título

Fotografia: José Soares | Edições Novembro

O Girabola Zap, principal campeonato de futebol do país, vive a etapa derradeira. A quatro jornadas do desfecho da competição, as contas para o título em relação  ao Petro de Luanda, colocam os tricolores na dura realidade de estarem impedidos de perderem pontos, sob o risco de hipotecarem as hipóteses de recuperarem a liderança.

Os tricolores perderam na última jornada, por 2-0, com o Desportivo da Huíla,  o 1º de Agosto venceu o Libolo, por 1-0. Nas próximas três jornadas, é impossível haver campeão, caso os militares mantenham a invencibilidade.

A equipa do Eixo -viário defronta no  fim-de-semana o Recreativo da Caála, no Estádio 11 de Novembro, só pode alimentar o sonho do título, na melhor das hipóteses, em caso de derrota dos crónicos rivais, na jornada diante do Interclube, no Estádio 22 de Junho.

Em desvantagem na classificação, com menos dois pontos em relação ao actuais líderes do campeonato (56/58), qualquer análise sobre a probabilidade do Petro ser campeão, deixa uma certeza: um eventual regresso dos tricolores aos títulos, depois de oito anos de jejum, só pode vir a ser possível, caso não perca mais pontos, e o 1º de Agosto averbe derrotas e empates nos próximos jogos.

Contas e cenários: se o Petro não vencer o Caála, e o 1º de Agosto derrotar o Interclube, fica a cinco pontos de avanço, precisa de apenas uma vitória para festejar o título, bastava para isso, triunfar frente ao ASA, na 29ª jornada, e diante do Kabuscorp, na 30ª ronda. Nessa altura, ainda que o Petro iguale os pontos do 1º de Agosto, os critérios de desempate por intermédio do confronto entre si, retira a hipótese aos tricolores, em virtude da derrota na 24ª jornada.

Se o cenário de se mantiver como está, com as duas equipas separadas por dois pontos, os militares nunca chegam a campeões, antes da última ronda, necessitam de vencer, por obrigação, os próximos três jogos e empatar na última jornada que lhe restam, ou, por exemplo, esperar que o Petro perca mais um jogo.


AJUSTAMENTO
FAF e ZAP
revêem prémios


A Federação Angolana de Futebol (FAF) está em conversações com o patrocinador oficial do Campeonato Nacional de futebol da primeira divisão (Girabola), a operadora ZAP, para reverem as formas de distribuição dos valores atribuídos aos clubes, cujos moldes actuais privilegiam os "grandes",  que se considera "injusto".

O presidente da FAF, Artur Almeida e Silva, admitiu que o modelo actual de distribuição "não é o melhor",  por isso, abordou já o assunto com a ZAP que patrocina o campeonato.

"São situações que nós encontramos, herdamos o passivo e o activo da FAF, e assumimos a responsabilidade", frisou.

"Já conversámos com a ZAP,  temos praticamente iniciada a conversa com os clubes, o G7 do nosso futebol, no sentido de concederem poderes à Federação, para a negociação que seja agradável para todos", continuou.

O dirigente fez saber que a intenção, é que haja um maior equilíbrio na distribuição da renda, exemplifica que “quem recebe 10, pode receber 20 e quem não recebia nada, pode receber 10, porque todos os clubes são importantes. Os grandes não podem jogar sem os pequenos”, aflorou.

"Queremos uma negociação não igualitária, mas que seja uma distribuição para todos, dentro do que são as performances de cada um", concluiu.

A ZAP patrocina o Girabola há dois anos, mas desconhece-se o valor do contrato que  valeu a rebaptização da maior festa do futebol nacional, para Girabola Zap.