Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro sofre mas vence Desportivo

23 de Abril, 2017

Tricolores conquistaram ontem os três pontos no confronto com os militares huilanos

Fotografia: Dombele Bernardo

Um golo solitário de Wilson, rubricado ao primeiro minuto da segunda parte, permitiu ao Petro vencer o Desportivo por 1-0, em jogo disputado ontem, no estádio 11 de Novembro.

Num jogo sem grande emoção nas bancadas, a única recordação que a fraca falange de adeptos levou para casa é a jogada decisiva, que garantiu os três pontos aos tricolores.

Basta dizer que pertenceu aos donos da casa a criação da maiores oportunidades de golo na primeira parte. Muito bem povoados no seu meio-campo, os tricolores cedo deixaram as suas impressões digitais no jogo, chamando a si as despesas da partida e o domínio territorial da contenda.

A dominar e sem dificuldades em chegar com perigo ao meio-campo defensivo do Desportivo, acabou sendo também com alguma naturalidade que o Petro remeteu o adversário a intensos períodos de calafrios. Em face disso, aos forasteiros bastou força colectiva para sacudir a enorme pressão a que esteve sujeito durante quase toda a etapa inicial.

A verdade é que os militares huilanos andaram todo o jogo entrincheirados na sua defesa, fruto do técnico ter baixado as linhas, apostando no erro de perda de bola do adversário para partir em jogadas de contra-golpe. Mas nem por esta estratégia lograva o Desportivo os seus intentos, pois tal era a boa organização defensiva que apresentava o Petro, com Elio e Mira e Wilson a fecharem muito bem os caminhos de acesso à baliza e Gerson.

Os tricolores podem queixar-se de um golo mal anulado pelo árbitro João Goma, por influência do seu auxiliar.

O Petro começou a segunda parte a vencer, com golo de Wilson, após o reatar da partida, aos 46', num cabeceamento forte e eficaz, na sequência de um cruzamento da esquerda.

Mas o golo dos tricolores veio espevitar a formação huilana, que passou a jogar muito mais próximo da baliza do adversário. Realmente Desportivo surgiu muito mais espevitado na segunda etapa da partida, a trocar melhor a bola e a procurar mais vezes as vias para visar a baliza do Petro.

Fruto desta postura evidenciada pelos huilanos, o jogo ficou muito mais equilibrado, com ambos os conjuntos a alternarem a posse do esférico e a disposição de oportunidades de golo. Inconformado com a desvantagem, Mário Soares tentou por todas as formas soluções no banco para dar a volta ao texto, mas pouco ou quase nada ajudaram a acrescentar ao futebol da equipa as mexidas efectuadas ao conjunto.

A ponta final do jogo foi muito mais emotiva, com os tricolores a procurarem chegar ao segundo golo e os militares huilanos a tentarem restabelecer a igualdade. Mas, a verdade, é que nem Petro nem Desportivo mostraram-se capazes de marcar, em virtude do festival de falhanço que protagonizaram.

Mas, é bom que se diga, que os donos da casa estiveram mais próximos do segundo, que os forasteiros do empate.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS

BETO BIANCHI (PETRO)
“Vitória difícil”

“Marcámos um golo e conseguimos ganhar espaço, porque eles estavam com uma linha muito bem fechada. A equipa rival veio bem fechada e lutamos muito para conseguir esta vitória. Acho que ainda falta muito campeonato, estamos com mais cinco pontos em relação ao ano passado e o importante é manter esta regularidade. A obsessão pelo primeiro lugar não existe no nosso balneário”.

MÁRIO SOARES
(DESPORTIVO)
“Saio satisfeito”

“Não preparamos a equipa para perder. Sempre montamos um estratégia para vencer. Fechámos bem as linhas do Petro. Sabemos que o Petro é muito bom nas linhas laterais. E fechamos até as diagonais interiores e acho que foi uma infelicidade do meu atleta no golo ao tentar cortar a bola. Foi um golo casual. Mas saio satisfeito com a prestação da minha equipa”.