Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Petro soma mais um triunfo

Morais Can?mua - 07 de Agosto, 2017

O Petro de Luanda inaugurava o placard num perodo em que comandava as operaes

Fotografia: Jornal dos Desportos

Com golo solitário de Tiago Azulão apontado aos 53', o Petro de Luanda venceu ontem o Recreativo do Libolo, na partida de acerto a jornada 17 do Girabola Zap 2017, disputada no estádio 11 de Novembro. O desafio entre petrolíferos e libolenses recheada desde o início de enorme expectativa,  muito pelo posicionamento de ambas na tabela classificativa, por um lado e, por outro, pelo carácter do próprio jogo - em atraso - procurando as duas não perderem de vista a fuga para frente protagonizada, na última paragem da prova, pelo 1º de Agosto, o principal concorrente.

Talvez por estes pressuposto, o nervosismo e o rigor táctico com que as duas equipas iniciaram o jogo, ofuscava em demasia a clareza e o brilhantismo de um jogo que prometia, logo no início ser bastante vivo e espectacular. Era, porém, ao Petro de Luanda a quem pertencia maior volume de jogo ofensivo com jogadas muito bem urdidas a partir do meio campo, onde Manguxi e Diney comandavam as operações.

Foi precisamente neste período,  aos 11' que surgiu a jogada de maior perigo, quando Diógenes,  da meia-lua, desferiu um portentoso remate que Landu defendeu em dois tempos. Na sequência do jogo, o camisola 7 dos petrolíferos produzia jogadas estonteantes na ala direita, causando imensas dores de cabeça à Carlitos que, então manifestava falta de rotinas. Ainda assim, era notável a ausência de Job, o irreverente jogador do Petro de Luanda ausente por castigo federativo, que, diga-se tem sido aquele que dá maior profundidade ao jogo ofensivo da sua equipa.

Os libolenses, entretanto, ante a avalanche ofensiva do adversário travavam a pressão com saídas rápidas para o contra-ataque e com bom controlo defensivo de Jaime e Kuagica no eixo da defesa que tiravam espaço de manobra à Tiago Azulão e Tony. Aos poucos, os rapazes de Vaz Pinto ganhavam confiança e subiam no terreno, com Nandinho, Kaya e Diawara a tentarem vencer a oposição de Wilson, Elio e Ariclenes. Os libolenses, na verdade, chegaram à baliza de Gerson porém,  com pouco perigo.

Já no declinar, da etapa inicial, Diney falhou à boca da baliza de Landu ao dar mau seguimento à um cruzamento teleguiado de Tony vindo da direita. O novo recruta de Beto Bianchi rematou com deficiência e a bola passou por cima da baliza adversária. Terminava assim, sem golos, a primeira parte com o nulo a se justificar.

SEGUNDA PARTE
Na etapa complementar,  os rapazes do "Catetão" continuaram a apostar no ataque, com jogadas muito dinâmicas que causavam muita labuta aos defesas contrários. Aos 55', numa jogada de insistência,  Wilson executa um pontapé de bicicleta para a baliza de Landu, a bola embateu no poste esquerdo e, na recarga,  Tiago Azulão atirou para o fundo da baliza. O Petro de Luanda inaugurava o placard num período em que comandava as operações.

Em desvantagem, os libolenses lançaram-se ao ataque de forma desesperada. Vaz Pinto, inconformado, operou três substituições numa única sentada. Aos 57' fez entrar Fabrício e  Viete, saindo Paizinho e Nandinho, respectivamente e, dois minutos mais tarde, chamou Higino, para render o improdutivo Sidney.

Mais balanceado para o ataque, como que uma manta curta, a equipa do Kwanza Sul, diminuiu a capacidade defensiva e, em consequência,  os petrolíferos investiam no ataque com gás,  procurando o golo da tranquilidade. Longe de proporcionar a reviravolta que se procurava, as entradas de Fabrício, Viet e Higino foi pouco notável já que no essencial, era provocar mais volume de jogo ofensiva.

Os libolenses, faziam incursões pouco frutíferas,  muito por culpa da disposição táctica e força anímica do conjunto do "Catetão". A solidez defensiva estava assegurada. A turma de Calulo abordava mal os lances ofensivos e só conseguiu exprimir algum alento aos 88', quando Diawara surgiu no centro e rematou com perigo para defesa apertada de Gerson.

O Petro de Luanda geriu bem as situações de jogo e assegurou mais uma vitória que provoca uma recuperação,  em face da desvantagem com o seu arqui-rival que, na paragem, em consequência dos jogos do combinado nacional, fez uma fuga para frente.

MELHOR EM CAMPO
Só podia ser
Tiago Azulão


Tiago Azulão foi, de facto o jogador mais destacado na partida. Bastante assertivo, o jovem jogador do Petro de Luanda fez uma partida de encher os olhos. Marcou o único golo do desafio e cumpriu. Boa mobilidade e bastante dinâmico nas transições ofensivas. Tal como nos habituou, Azulão foi bastante oportuno e constituiu uma verdadeira seta apontada à baliza do Libolo.

ARBITRAGEM
Trabalho aceitável
de Feliciano Lucas

O árbitro da partida, Feliciano Lucas, com um e outro erro, acabou por fazer um trabalho aceitável num jogo frenético e com níveis de pressão muito alto. Valeu a sua capacidade física, conjugando com os julgamentos técnico e disciplinar que fez dos lances. Em alguns momentos, tremeu mas, acabou por terminar bem o jogo.