Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Petro sorri no topo

JOAQUIM SUAMI, EM CABINDA - 19 de Dezembro, 2019

Tricolores despojam militares da primeira posio do campeonato

Fotografia: Contreiras Pipa | Edies Novembro

Académica do Lobito e Petro de Luanda protagonizaram, ontem, no estádio de Ombaka, um espectáculo de encher os olhos. Os estudantes lobitangas foram infelizes na abordagem do jogo e pagaram pelo excesso respeito pelos tricolores, que souberam tirar proveito do sentido de oportunidade de um dos seus “fuzileiros” para, no minuto 42, marcar o golaço que ditou não só a vitória, mas também a assumpção da liderança, face ao empate do campeão em Cabinda. 
Quer a Académica do Lobito, quer o Petro de Luanda, entraram destemidos e dispostos a vencer. Porém, coube a formação tricolor definir o rumo dos acontecimentos, a partir do minuto 20, com Herenilson, Job e Toni a importunarem o último reduto do adversário que, diga-se de passagem, defendia como podia. Aliás, foi justamente nesta fase do jogo que, inexplicavelmente, a Académica deixou de atacar. Remeteu-se à defesa, abrindo veredas para as jogadas ofensivas dos tricolores, construídas a partir do meio campo liderado pelo jovem Herenilson.
 A Académica do Lobito, ainda tentou reagir, porém não passou disso mesmo, pois do outro lado estava um Petro determinado e confiante no jogo. Carregou, carregou até que, num lance que parecia inofensivo, no meio do meio campo, Dani desfere um portento remate para o fundo das malhas (mal) defendida por Nsesani. Foi um golo de antologia e que gelou por completo o estádio do Ombaka, ante a satisfação dos adeptos do Petro, que estiveram em número reduzido.
Na verdade, foi uma tarde difícil para os comandados de Águas da Silva que, para além da derrota, acabaram humilhados. Nos últimos minutos do jogo, já não atacavam e deixaram o tempo seguir, para a facilidade dos petrolíferos, que ensaiavam alguns toques para a insatisfação do público que, diante da pressão, depressa abandonaram o estádio.

DECLARAÇÔES
Águas da Silva (Académica)

“Tentámos mas não foi”


“Fizemos tudo que esteve ao nosso alcance, para no mínimo não perder, porém não foi possível. O Petro foi mais forte e tirou proveito das nossas limitações competitivas. Por isso, não temos por que nos queixar do resultado. Perdemos para uma grande equipa que entrou a matar e, nós, até tentámos reagir, porém, não foi possível. Agora vamos levantar a cabeça e pensar nos próximos jogos”.

Toni Cosano 
(Petro)


“Vitória merecida”

“Foi um jogo bastante competitivo. O adversário soube bater-se com valentia. Aliás, fomos os únicos a derrotá-los em sua casa, por isso, foi uma vitória merecida por aquilo que foi a nossa actuação em campo. Tivemos maior número de posse de bola, criámos as maiores e melhores situações de golos, por isso, por aquilo que foi o jogo em si, a vitória assenta-se perfeitamente, a minha equipa”.