Jornal dos Desportos

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Girabola

Petro vence e persegue o comando

Betumeleano Ferro - 14 de Agosto, 2016

Brasileiro da equipa tricolor bisou na goleada (3-0) sobre o Sagrada Esperana da Lunda Norte

Fotografia: Ndombele Bernardo

Sem pontaria afinada, por isso desperdiçou boas chances para construir um resultado dilatado, o Petro de Luanda foi ontem competitivo demais para o Sagrada Esperança. Os tricolores dominaram do princípio ao fim e chegaram, com alguma "facilidade" ao triunfo folgado de 3-0, porque estiveram sempre em alta combustão. A exibição colectiva impediu os diamantíferos de discutir o resultado e o bis de Fabrício foi fundamental para os tricolores regressarem aos triunfos.

O Petro muito tarde, aos 13´, é verdade que foi antes do quarto inicial, mas antes de Fabrício balançar as redes já havia um festival de falhanços protagonizados pelo lateral Francis. O jovem atleta esteve ansioso demais para finalizar e desperdiçou o privilégio de ser o primeiro a fazer a festa do golo, pois até na pequena área falhou, quando estava isento de marcação.

As lembranças dos empates anteriores, golos consentidos no declinar dos jogos, deu muito ânimo para os tricolores procurarem ampliar o marcador para evitar lamentar pelos pontos perdidos. O ímpeto atacante do Petro deixou o Sagrada sem muitas hipóteses de reagir, os diamantíferos foram a rede e só não foram à lona porque faltou pontaria certeira dos tricolores, senão o jogo já teria um vencedor antecipado antes da chegada do intervalo.

Antes do intervalo, o Petro ficou privado de uma boa oportunidade para marcar, mas o árbitro José Sebastião Machia não teve visão de águia para ver uma falta sobre Azulão na área do Sagrada. A falta existiu mas como o árbitro não apitou, os tricolores foram ao intervalo a vencer de maneira apertada.

A segunda parte demolidora do Petro de Luanda fez toda a diferença no marcador, nem mesmo os pecados de Francis, voltou a demonstrar falta de apetite de golo, afectou a sede de marcar de Fabrício. O avançado brasileiro combinou bem com Mateus e correu rápido para a área para bisar de cabeça aos 66´.

O 2-0 chegou no momento certo para os tricolores porque os diamantíferos, mesmo sem muito mérito, quase relançaram o jogo quando Love, recém-entrado, forçou Gerson a defesa apertada. Se a bola entrasse, é possível que o Sagrada evitasse que o Petro inclinasse em definitivo o campo depois de fugir em definitivo no resultado.

O domínio tricolor era evidente ainda mais porque os diamantíferos já estavam resignados com a sua desvalorização em campo. As incidências do jogo de modo algum deixavam antever que o Petro iria fraquejar, e como que para provar que estava mesmo com a mão na massa, a equipa de Beto Bianchi colocou a cereja no topo do bolo aos 90+1´, Azulão teve fôlego para fazer a jogada da tarde, lançado em profundidade entrou na área, iludiu um adversário e em jeito fez o 3-0.

A vitória tricolor foi sem contestação, o único senão do triunfo do Petro foi a intermitência do árbitro José Sebastião Machia. Embora se esforçasse para acompanhar as jogadas de perto, não foi feliz ao deixar passar um penálti contra o Sagrada, realmente era um lance de difícil decisão, até mesmo com recurso as imagens televisivas, mas José Machia estava de frente para os atletas e poderia ter feito melhor do que fez.