Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Petro vence Maio no velho "clssico"

Jlio Gaiano - Benguela - 25 de Junho, 2018

Petro de Luanda com golos de Dennis e Nandinho quebra o jejum que o atormentava ao longo das ltimas duas jornadas

Fotografia: Dombele Bernardo | Edies Novembro

O “golaço” de Telmo, do 1º de Maio de Benguela, não foi  suficiente para travar a força demolidora do Petro de Luanda que ontem entrou “a matar” no desafio disputado, no estádio Nacional de O’mbaka, pontuável para a 18ª jornada do GirabolaZap2018 de onde saíram a sorrir com a vitória de 2-1.
Na verdade  os petrolíferos entraram determinados e dispostos a não ceder. Fizeram jus à sua condição de favoritos. Mandaram no jogo e venceram. Dennis (61’) e Nandinho (77’) foram os autores dos golos da vitória que quebrou o jejum que os atormentava ao longo das últimas duas jornadas.
O 1º de Maio de Benguela foi um digno vencido. Fez o possível. À dada altura do jogo assenhorou-se, porém, foi sol de pouca dura, pois, do outro lado estava um Petro que entrou com a lição bem estudada.
Esta equipa anulou por completo as linhas ofensivas do adversário que tinha em Quinho uma unidade inoperante. Deixou-se bater com facilidade pelos defesas contrários e, não podia deixar de ser, acabou substituído por seu companheiro a 10 minutos do fim.
Os golos do Petro de Luanda aconteceram aos 61 minutos, por intermédio de Dennis, aos 77’, por Nandinho, minuto depois de entrar para o lugar de Eddie Afonso (76’) que esteve algo apagado.
 Corria e caía à toda, dando facilidade aos atacantes contrários. Aliás, foi do seu lado que nasceu o grande golo rubricado por Telmo (71’), que numa combinação com Márcio Luvambo, desferiu um portentoso remate para o fundo das malhas guarnecidas por Gerson.
De nada valeu porque o adversário não facilitou. Subiu no terreno e repôs a justeza no jogo, anulando o empate, por intermédio de Nandinho, seis minutos depois.
Assistiu-se a uma festa bonita de futebol. A partir das bancadas as duas claques a evidenciarem-se nas torcidas. Houve mesmo momento em que a reduzida claque afecto ao Petro conseguiu fazer-se ouvir com maior intensidade ante o olhar atónito dos seus oponentes que se limitavam a seguir o jogo com alguns murmúrios. Gritavam que se fartavam, clamando pela reacção dos seus jogadores. Não estava fácil!
A actuação do trio de arbitragem liderada por Paulo Sérgio Moreira foi impecável. Mostrou postura física e qualidade na interpretação das normas do apito. Deixou jogar a bola. Não complicou e, mais do que isso, passou despercebido ao longo dos 90 minutos da contenda. Boa arbitragem do jovem árbitro internacional de que o país deva se orgulhar. Pelo que mereceu da nossa parte distinção positiva.