Jornal dos Desportos

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Girabola

Plantel assume necessidade de vencer

Morais Canmua, no Lubango - 02 de Agosto, 2015

A necessidade de somar pontos pode revitalizar a campanha no Girabola 2015 e iniciar a fuga zona perigosa da tabela classificativa do campeonato

Fotografia: Mota Ambrsio

O técnico do Desportivo da Huíla garantiu ontem que a sua equipa começa a viver hoje uma nova era no Girabola, quando receber a Académica do Lobito, esta tarde às 15h00, no estádio do Ferrovia.

Ivo Traça promete mudança de atitude e comportamento de todo o plantel para lograrem conquistar os três pontos, e por conseguinte a primeira vitória na segunda volta, após duas derrotas e um empate.
  
O treinador admite que a sua equipa, apesar de precisar de pontos como "pão para a boca", afirmou que não considera o jogo desta tarde como sendo "de vida ou de morte".

"Não é um jogo que possa ser considerado como a nossa tábua de salvação.  O campeonato ainda é longo e temos muito caminho a percorrer. Acredito que a vitória pode ser um elemento catalisador para a nossa campanha e para aquilo que são os nossos objectivos", qualificou.

O plantel tem consciência que uma derrota pode comprometer as aspirações da equipa, que anseia sair o mais rápido possível da zona do alçapão. Diante de um adversário com os mesmos propósitos na prova, os militares da Região Sul almejam travar a ousadia dos estudantes. Em termos competitivo, a formação orientada por Ekram Asma têm dado conta do recado. Jogam de "peito aberto" diante de qualquer concorrente e assumem sempre uma atitude "atrevida". Nesta etapa derradeira da prova, os lobitangas superaram na concorrência os huilanos que estão relegados a lugares mais abaixo na tábua de classificação.

Depois de uma primeira volta aceitável, no segundo turno da competição o Desportivo ainda não "carburou" como era desejo da direcção atletas e a sua massa associativa. As razões são várias desde as competitivas às psicológicas.

Os dados indicam que, em casa, a equipa não consegue desinibir-se, acusando responsabilidade  e ansiedade demasiada, o que frustra a necessidade de fazer o seu "pé de meia", indo buscar pontos adicionais nos jogos extra-muros.

As contrariedades se estendem ainda a impossibilidade de Tchitchi, Mbongó,  Pedy e Dany Traça (lesionados), não poderem dar o seu contributo à equipa. Ainda assim, o técnico esgrime argumentos para que os seus substitutos consigam proporcionar ao conjunto, os mesmos níveis competitivos para darem as respostas que se impõem.


TÉCNICO DA ACADÉMICA
"Temos mais um teste
bastante complicado"


O técnico da Académica do Lobito, Ekrem Asma, considera o Desportivo da Huíla uma equipa bem estruturada do ponto de vista estratégico, por isso, antevê maiores dificuldades nesta partida, diante de um adversário que tudo vai fazer para não desperdiçar pontos em casa e minimizar a crise de resultados.

“Não é fácil derrotar o Desportivo em sua casa. É uma equipa jovem e com muita qualidade. Sabe jogar a bola e corre a toda dimensão do campo. Cria sérios embaraços aos seus adversários e é contra essa formação que vamos jogar. Como podem ver, é uma tarefa difícil e bastante complicada se levarmos em conta que, normalmente, produz bons resultados em sua casa. Mas queremos vencer”, precisou.

O facto dos huilanos estarem privados de cinco titulares, por lesão, o treinador da formação lobitanga minimizou as ausências e considera normal que assim aconteça, aludindo que os planteis são formados por mais de 25 atletas (mais cinco juniores/seniores) e Ivo Traça, pode contar com outros jogadores para colmatar este vazio.

“É um facto que pode acontecer com qualquer uma equipa, que participa em alta competição, como é o Girabola. Infelizmente, já vivemos esse drama no presente campeonato. Não foi, por isso, que deixamos de ser Académica do Lobito”, justificou.

 “Não esqueçamos que, afinal, foi assim que recuperámos o Zuzi, Effemberg, o Diogo e o Marinho, este transferido ao 1º de Agosto na 2ª volta da prova. É normal que nesta fase do campeonato surjam lesões que podem afastar o atleta dos campos. Por isso, não deve constituir drama para ninguém. Agora, o que nos preocupa é saber se o trabalho realizado durante a semana de treinos venha resultar, o resto conta menos”, concluiu
                                 Júlio Gaiano, no Lobito