Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Plantel trabalha para o dérbi

Paulo Caculo - 01 de Novembro, 2016

A última averbada pela equipa petrolífera foi, curiosamente, diante do seu crónico rival, na 15ª ronda.

Fotografia: Jornal dos Desportos

A equipa do Petro de Luanda prepara com alegria e com o sentimento de dever cumprido, o último jogo do campeonato. Ontem, os tricolores regressaram ao trabalho, no Catetão, com a mesma disposição e motivação após à consolidação da segunda posição do Girabola Zap, objectivo traçado pela direcção de Tomás Faria, no princípio da época.

Depois do empate consentido na deslocação à "casa" do Benfica, nos Coqueiros, os petrolíferos retomaram o ciclo de sessões de treino para o jogo da última jornada da prova, por coincidência, frente ao crónico rival e equipa que se sagrou campeão esta época,  o 1º de Agosto, agendado para domingo, no Estádio 11 de Novembro.

O regresso de Mira para os convocados, após cumprir castigo federativo, por acumulação de amarelos, é a novidade na preparação da equipa às ordens de Beto Bianchi. O lateral pode recuperar o lugar nos titulares, para render Mabiná.Apesar da questão do título estar arrumada, os tricolores partem para o jogo com os militares, dispostos a manterem a invencibilidade no campeonato, nesta segunda volta. O Petro não consente qualquer derrota desde a 16ª jornada. A última averbada pela equipa petrolífera foi, curiosamente, diante do seu crónico rival, na 15ª ronda.

Vencer o actual campeão e fechar em grande a presença no Girabola Zap'2016, representa o principal propósito dos tricolores, que nesta segunda volta já se redimiram de três das quatro derrotas averbadas na primeira volta, nomeadamente, frente a Académica do Lobito, Sagrada Esperança e Interclube. Resta corrigir o resultado com o 1º de Agosto, no domingo.

MEXIDAS EM VISTA
Dado o facto de tratar-se da última jornada, é provável que o treinador do Petro de Luanda  prescinda de alguns habituais titulares, para dar espaço no "onze" a outros atletas menos utilizados, durante a presente época futebolística. As eventuais mexidas não quebram o ritmo da equipa e nem fragilizam os níveis de qualidade espelhados pelo conjunto tricolor, na medida em que quase todos os jogadores estão num ritmo de jogo, semelhante ao dos titulares. Uma alteração aos habituais titulares não deve, no entanto, fazer a equipa perder a consistência, homogeneidade e pragmatismo revelados.