Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Polcias tm a pior primeira volta

Valdia Kambata - 07 de Fevereiro, 2019

Ataque e defesa tiveram fraca prestao com dez golos marcados e o mesmo nmero sofridos

Fotografia: Jos Cola | Edies Novembro

O Interclube fechou a primeira volta diante do FC Bravos do Maquis, com um empate, obteve a pior classificação dos últimos três anos no campeonato nacional. A equipa teve um arranque atípico devido à integração tardia de Mano Calesso, Kaporal (melhores marcadores em 2018)  e Paty, lesionados.
Os atletas, com maior preponderância no plantel, começaram a jogar na terceira e quarta rondas. Daí, que em 15 jogos disputados, os polícias conseguiram três vitórias, empataram em oito jogos e perderam em quatro, resultados que colocam a equipa na 10º posição com 17 pontos.
   Comparando com as temporadas anteriores, a formação do Rocha Pinto decaiu, registou um arranque a todos os níveis negativos, com relação às anteriores prestações, no primeiro turno do Girabola.
Em 2016, sob liderança do Croata Zdravko Logarusic, o Interclube ao cabo de 15 jornadas ocupava o quinto lugar, com 25 pontos, fruto de sete vitórias, quatro derrotas e quatro empates.
  Na época seguinte, sob o comando de Paulo Torres, quedou-se no oitavo lugar com 21 pontos, na altura, alcançou cinco vitórias, seis empates e quatro derrotas. Em 2018 e fruto da continuidade do treinador, melhorou a prestação, classificou-se na terceira posição com 26 pontos, em oito vitórias, quatro derrotas e dois empates.
Por outro lado, a falta de golos é um dos motivos que justifica a fraca prestação dos polícias, têm uma pontuação abaixo do perspectivado para esta época.
Com relação aos números anteriores, na época em curso, os polícias marcaram 11 golos e sofrerem o mesmo número, saldo nulo. Em 2016 , marcaram dez e sofreram oito, ao passo que no ano seguinte, a pontaria esteve melhor afinada, pois, facturaram por 15 vezes contra dez.
Porém, na temporada de 2018 fizeram a melhor primeira volta dos últimos anos, além de liderarem a prova até a 14º jornada, o ataque esteve eficiente, anotaram 20 golos e sofreram dez. 
Na presente edição do Girabola Zap, a direcção do clube traçou como meta,  lutar pela conquista do título e apurar-se para as eliminatórias da Liga dos Clubes  Africanos ou na pior das hipóteses, marcar presença na Taça Nelson Mandela.
No seu palmarés, o conjunto do Rocha Pinto conquistou em duas ocasiões o Girabola (2007 e 2010). Arrebatou ainda três títulos da Taça de Angola e igual número de Supertaças.