Jornal dos Desportos

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Girabola

Polcias travados em casa

Manuel Neto - 29 de Maio, 2016

Equipa do Rocha Pinto no conseguiu melhor que um empate na recepo formao do Cunado Cubango num jogo em que esteve em desvantagem no marcador

Fotografia: Jos Soares

O 4 de Abril não se deixou intimidar pelo embalo do Interclube no campeonato nacional e obrigou a equipa da casa a um esforço suplementar para evitar a derrota, num jogo equilibrado em que a formação visitante deu uma boa réplica.

Se para muitos seriam favas contadas, João Machado e seus pupilos inverterem este prognóstico. A equipa do Cuando Cubango entrou para o relvado do 22 de Junho de cabeça erguida, sem receio e partiu por cima do polícias que não esperavam por esta atitude do seu oponente.

A entrega e a determinação dos visitantes foi uma prova evidente de que a vitória na ronda passada ante um candidato ao título não foi obra do acaso.

Com lances bem delineados criavam alguns embaraços no meio contrário.

Os donos da casa aos poucos reagiram a pressão e com jogadas rápidas levavam algum perigo ao último terço do adversário e forçar a equipa a não arriscar tanto no ataque.

O 4 de Abril atento a intenção do Interclube, subiu as suas linhas e num contra ataque rápido aos Pilola aos 7' fez o primeiro golo da partida para o desagrado dos apoiantes dos polícias. Na condição de dona de casa puxaram dos galões, procuravam brechas quer pelos flancos como pelo centro onde Pirolito e Paty eram os mais inconformados em campo, mas encontravam dificuldades para visarem a baliza contrária.

A postura da turma da polícia não surtia efeitos, porque do outro lado estava uma equipa bem arrumada nos três sectores, defesa, meio campo e o ataque. Com um bloco sólido, defendiam e atacavam muito bem, criando muitas dificuldades na transição da equipa do Interclube.

Nesta fase a ansiedade pelo golo suplantava a qualidade técnica patenteada pela equipa visitada, que não demonstravam arte nem engenho para chegarem a igualdade.

As equipas privilegiavam o seu jogo no centro do terreno, com maior preponderância para a equipa de João Machado, que por pouco não chegou ao segundo golo por displicência dos seus atacantes que em posições privilegiadas deixavam abater.

Do descanso regressaram duas equipas com intenções distintas. O 4 de Abril a tentar ampliar o resultado e o Interclube a procura do empate. Nesta fase prevalecia o equilíbrio, com a equipa do Interclube mais afoita, a desbobinar um futebol rápido e vistoso, enquanto a turma de João Machado a contra-atacava.

O Interclube chegou ao empate por intermédio de Nfende que saiu do banco para evitar a humilhação da sua equipa em casa, quando eram decorridos 63 minutos. Galvanizados ainda tentaram o golo da vitória, mas sem sucesso.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS


Luis Borges  (Adj.Interclube)

“ Foi um bom jogo ”

“Demos muito espaço ao adversário e eles aproveitaram muito bem. Procuramos fazer o nosso jogo, mas encontramos algumas dificuldades, para  empatarmos o jogo, porque estávamos diante de uma boa equipa. Na segunda parte tentamos tudo para ganhar, mas fizemos apenas o empate tempos de aceitar”.   

João Machado   (4 de Abril)

“ O resultado foi justo” 

“A minha equipa jogou bem, sobretudo, na primeira parte em que não deu chance ao Interclube, mas na etapa complementar jogaram melhor, ainda assim, fizeram apenas dois remates a nossa baliza. Devo dizer ainda que tenho as minhas dúvidas ao golo anulado. É certo que viemos aqui para jogar de igual e em nenhum momento jogamos apenas na defesa. Em suma o resultado é justo.”

ARBITRAGEM
Trabalho regular


 O trio Chefiado por Armando Silva deu boa conta de si quer no capítulo técnico como disciplinar, embora na primeira parte tenha sido um pouco intermitente nas decisões de alguns lances. Em suma não teve influência no resultado, com excepção do golo anulado, mas damos o beneficio da dúvida.

Melhor em campo
Karanga assumiu
comando da patrulha


O médio Karanga foi o melhor jogador em campo. A força de vontade manifestada ao longa da partida para a vitória da sua equipa, lhe confere este estatuto. O atleta da turma do Rocha  Pinto foi exuberante na recuperação e melhor a municiar a sua equipa para o ataque. Quando tinha a bola aos seus pés não complicava. A sua qualidade de passe e recepção confere muita qualidade no jogo dos polícias.