Jornal dos Desportos

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Girabola

Porcelana surpreende Desportivo da Hula

Benigno Narciso, no Lubango - 18 de Julho, 2016

Porcelana venceu o Desportivo por 1-0 na Ronda 17

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Desportivo da Huíla confirmou o mau momento que atravessa no Girabola Zap 2016 ao somar a nona jornada consecutiva sem vencer na prova após perder ontem por 1-0, diante do Porcelana, no estádio do Ferroviário da Huíla, em desafio pontuável para a décima sexta jornada da competição.

Com uma exibição pálida, em que a falta de consistência e entrosamento vieram ao de cima, os militares da Região Sul apresentaram-se presos nos movimentos sem leveza física e mais uma vez com ausência de transições e interligação entre os três sectores.

A ausência da ligação entre os três sectores, obrigou os comandados de Ivo Traça a “optar” por passes longos e cruzamentos que foram quase sempre interceptados pela estratégia defensiva do adversário.

Com a lição bem estudada e com processos bem mais definidos e objectivos, os forasteiros apostaram na solidariedade das missões. Defendiam em blocos e partiam em contra-ataques rápidos que surpreenderam sempre a defensiva contrária. Ataques continuados e sempre apoiados foram também a estratégia adoptada pelos forasteiros.
A virtude do Porcelana contou também com a paciência e solidez nas missões defensivas em que com esforço e entrega foi capaz de neutraliza sem se abalar e nos momentos decisivos desferir o golpe.

Foi assim que depois de se encaixar e estudar as virtudes e debilidades do adversário passou a dividir o domínio do jogo tendo inclusive ascendido em termos de superioridade na definição do ritmo do desafio. Na verdade, os comandados de Sarmento Seke, chegaram viram e venceram. Tudo porque depois de suportarem a pressão inicial do adversário durante os primeiros cinco minutos, passaram dai em diante a encarar o adversário com maior consistência e solidez.

De dominados para dominadores passaram a subir no terreno de jogo e a levar perigo junto à baliza defendida por Lambito, do Desportivo da Huíla. Com o avolumar das acções ofensivas, o Porcelana ganhou um pontapé de canto aos 11´. Com o Desportivo já avisado e com maiores preocupações defensivas, como que surpreendidos e diante de uma equipa rápida irrequieta motivada pela irreverência e frescura de muitos jovens atletas rápidos e combativos, os pupilos de Ivo Traça cedo revelaram as suas debilidades defensivas e tombaram.

Assim, na sequência do pontapé de canto, com os defesas mal posicionados e descoordenados, a bola caiu na pequena área e nas tentativas fracassadas de aliviar o esférico perdido, Papi, aos 12´num toque subtil atirou a bola para o golo, diante da apatia da defesa contrária que tentou ainda safar a bola, contudo esta já havia transposto a linha divisória e a validação do golo pelo árbitro Rodrigues Aleixo, apesar de alguma contestação, acabou mesmo por se efectivar.

Na segunda parte o jogo ficou caracterizado pela vontade e insistência do Desportivo que tentou incessantemente chegar à igualdade, contudo sem o caminho e estratégia adequada. Os passes e cruzamentos longos bem com remates a longa distância nunca resultaram. O Porcelana, com acções ofensivas esporádicas reforçou a solidez defensiva e geriu o resultado até ao final do desafio dai que a vantagem mínima acabou por se concretizar.

O Arbitro Domingos Aleixo teve uma actuação positiva. A sua actuação não teve influência no resultado final.