Jornal dos Desportos

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Girabola

Primeiro turno fecha sem casos de desistncias

Paulo Caculo - 23 de Fevereiro, 2019

Os jogadores do conjunto lobitanga, agastados com as falhas de salrios

Fotografia: Edies Novembro

As primeiras quinze (15) jornadas do Girabola Zap chegaram ao seu desfecho sem que registasse algum caso de desistência, apesar da ameaça de abandono lançada pela equipa da Académica do Lobito, na 13ª jornada do campeonato.
Os jogadores do conjunto lobitanga, agastados com as falhas de salários e prémios de jogo, resolveram observar uma greve que, embora curta, levou a equipa a falhar a viagem à vila de Calulo, onde defrontaria o Recreativo do Libolo. Como consequência perdeu, na secretária, por falta de comparência.
ainda assim, os estudantes passaram no teste, não obstante o director-geral do clube admitir, recentemente, não estar afastada a possibilidade da equipa desistir da competição, caso a situação financeira não for solucionada até ao início da segunda volta. A verdade, porém, é que mesmo sem dinheiro foram às compras na reabertura das transferências.
Também em apuros encontra-se a equipa do Atlético Sport Aviação (ASA). O conjunto do aeroporto vive tempos de grande turbulência, tendo os jogadores decretado greve, também por razões de incumprimentos contratuais, facto que deixa em dúvida a continuidade da equipa na segunda volta do campeonato. Mas o tempo é melhor juiz.          

GOLEADORES
Aceso despique na "bota de ouro"


A discussão pela posse do troféu de melhor marcador tem sido um autêntico paradigma da actual disputa pelo título de campeão nacional. À semelhança da batalha que se assiste no topo da classificação, o equilíbrio é a tónica predominante na lista de goleadores.
Consumidas que já estão 15 jornadas, metade do campeonato, os números nem por isso são animadores, se avaliarmos ao facto de o actual líder da tabela dos goleadores, Chico, avançado do FC Bravos do Maquis, somar apenas sete (7) golos, números que espelham muito bem a fraca produtividade dos atacantes na presente edição.A verdade é que da cauda ao topo da grelha de marcadores a distância entre os contendores é de apenas um golo, facto que permite perspectivar um despique bastante intenso com desfecho improvável.
A presença do avançado maquisarde Chico, no comando dos goleadores representa a grande surpresa. O atacante vive a sua segunda época no clube do Moxico, mas é a primeira vez que surge a discutir o troféu da "bota de ouro". Na posição seguinte surge o estreante atacante do Kabuscorp, Etekiama Taddy, com seis (6), tantos quantos têm Mabululu, do 1º de Agosto e Tiago Azulão, do Petro de Luanda.
Se, por um lado, o goleador brasileiro ao serviço do Petro, vencedor das duas últimas edições, demora a engrenar por outro, a época tem servido para notabilizar novos "artilheiros", casos do seu colega Toni, Lionel (Desportivo da Huíla) e Modeste, do ASA, ambos na perseguição à liderança da lista de goleadores, com cinco (5) golos.
Em resumo, a maior competição de futebol do país soma já 257 golos, numa média de 17,6 por jogo. A 6ª e 15ª jornadas, com 20 golos rubricados, são as mais produtivas desta primeira volta, ao passo que a ronda mais pobre é a 5ª, com apenas onze tentos contabilizados.
A maior goleada registou-se na 4ª jornada, no embate que opôs o campeão em título, 1º de Agosto, ao Santa Rita de Cássia, tendo os militares goleado os católicos por contundentes 5-0.Carlos Alves conserva o maior registo de golos (29) do Girabola e o único avançado até hoje a obter uma média de 1,1 golos por jogo, o equivalente a um tento por desafio, isso em 26 encontros.  
Depois do artilheiro dos rubros e negros, os jogadores mais próximos de atingir tal cifra foram os avançados do Petro de Luanda, Jesus com 22 golos em 1984. Amaral Aleixo, em 1991, e Flávio Amado, em 2001, ambos com 23 tentos, fixaram o segundo melhor registo, deixando para trás as marcas de Jesus.
O quinto melhor registo na lista dos atacantes mais produtivos, todos com 20 golos, é partilhado por Maluca (1981), Túbia (1986), Mavó (1987), Amaral Aleixo (1992), Santana (2008), Love Kabungula (2011), e Albert Meyong (2013). Com 19 golos estão Jesus e Love Kabungula, jogadores com mais presenças na lista, três. Jesus assinou o feito em 1985. Seguem-se no historial Blanchard (2000) e David, em 2009, ao serviço do Petro de Luanda.