Jornal dos Desportos

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Girabola

Progresso da Lunda Sul quer Afrotaas

02 de Maio, 2015

Progresso da Lunda Sul sonha com Afrotaas

Fotografia: Jornal dos Desportos

O presidente do Progresso da Lunda Sul, António Jamba, disse  à Angop em Luanda, apontou que é possível chegar às provas sob égide da Confederacão Africana de Futebol (CAF) e para tal é necessário ficar nos dois primeiros lugares no Girabola, ou mesmo vencer ou pelo menos chegar à final da Taça de Angola.

“A nossa missão é ficar na primeira divisão e melhorar ainda mais as condições do ponto vista técnico e administrativo, no sentido de sustentar aquilo que se pretende para o futuro”, argumentou.

Citando como exemplo, referiu que durante duas semanas, a equipa esteve na segunda posição o que para muitos constituiu surpresa, mas não para os membros da  direcção e da equipa técnica liderada por Kito Ribeiro, porque o trabalho no Progresso é constante.“Se o campeonato terminasse quando estávamos em segundo, estaríamos apurados para a prova da CAF, o que poderia suscitar a curiosidade de muitos, mas não a nossa”. As condições financeiras existem, mas ainda assim estão receptivos ao apoio que pode vir a ser dado pela sociedade civil e pela  classe empresarial local e não só.

“O apoio de todos é bem vindo, quer agora como depois. É necessário que estejamos todos imbuídos no mesmo pensamento porque este Progresso é daqueles que se consideram como filhos da província”, realçou.

No que diz respeito ao transporte aéreo, a equipa está salvaguardada com três aeronaves, sendo “DC 9” com capacidade para transportar 99 pessoas e uma outra “AN 32”  para transportar os adeptos com 45 lugares e um “Hill 76” com 109 lugares.Uma qualificação para competição internacional deve exigir alguma experiência não apenas dos jogadores, mas também dos dirigentes. “Não basta querermos chegar à CAF, temos de trabalhar muito bem e pedir todo o apoio de quem já lá esteve” realçou.


DIFICULDADES
Situação financeira
preocupa equipas


O dirigente da equipa lunda, em declarações à Angop, para falar das primeiras dez jornadas do Girabola, referiu que a situação no sistema financeiro abrange qualquer clube, porque quase todos têm as suas receitas provenientes de empresas ligadas ao Estado e não têm como não sentir tais dificuldades.

“Tem sido difícil gerir o Progresso, mas também conseguimos suprir algumas necessidades que passam  por uma redução gradual em função da nossa realidade”, referiu.

Disse,  caso a redução das condições para os jogadores e equipa técnica forem bruscas, afecta também o rendimento do colectivo de jornada a jornada.

“Existe uma certa estabilidade no clube. Por exemplo, os prémios de jogo são sempre pagos 24 horas depois de qualquer jogo para evitar dívidas e especulação de quem quer que seja”, frisou.

Relativamente aos salários e valores contratuais, a agremiação não tem dívidas com nenhum jogador ou elemento da equipa técnica, por saber que o mesmo facto pode vir a prejudicar um trabalho que até agora está em bom caminho.

Garantiu que a equipa tem o apoio total das Organizações Santos Bikuku, empresa ligada ao sector hoteleiro, venda e aluguer de viaturas, que contribui com certa percentagem a favor do clube.