Jornal dos Desportos

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Girabola

Progresso goleia Maquis

Paulo Caculo - 06 de Maio, 2017

Sambilas foram potentes para vencer ontem os maquisardes

Fotografia: JOSÉ SOARES|EDIÇÕES NOVEMBRO

Quando a falta de concentração atinge uma equipa, os resultados só podem ser devastadores. O FC Bravos do Maquis viu-se ontem impotente para evitar a goleada diante do Progresso do Sambizanga em jogo de abertura da décima terceira jornada do campeonato, número considerado de azar para quem é supersticioso.

Por aquilo que deu a ver os primeiros 15 minutos, a fraca falange de adeptos que acorreu ao estádio dos Coqueiros de certeza que não apostava numa vitória dos sambilas por números tão convincentes. É verdade. O facto é que o conjunto às ordens de Kito Ribeiro complicou as apostas e a partir do minuto 25 deu início a construção de uma vitória, que nunca inspirou dúvidas.

Apesar de pertencer aos donos da casa as maiores oportunidades de golo, foram os visitantes que protagonizar a primeira grande situação de perigo. Josemar, aos quatro minutos, provocou calafrios à área de Nyame, com a bola a dar a sensação de golo nas bancadas. Numa toada de ora ataco eu, ora atacas tu, a partida ganhou pernas para andar e foi tomando velocidade e intensidade durante lagos períodos. Terá contribuído para esta postura o equilíbrio que se assistiu nos primeiros instantes com a divisão da posse de bola e das oportunidades.

 Inconformado com os últimos resultados, não admirou que fosse pertencer ao Progresso a maior iniciativa de jogo. A forma destemida como o conjunto do Sambizanga abordou o desafio, muito cedo percebeu-se, também, que o FC Bravos do Maquis iria ter enormes dificuldades em traduzir em realidade os objectivos de \"roubarem\" ao seu antagonista os três pontos ou no mínimo um.

Se, por um lado, a experiência e qualidade de Etah, Pataca e Dabanda revelava-se demasiado fraca  para fazer a diferença, por outro, era do tridente formado por Fofó, Vá e Patrick que o futebol ganhava caudal para seguir em frente e criar embaraços à baliza contraria. Longe de representar um autêntico espectáculo de futebol, pois, esteve ausente a beleza das jogadas bem feitas e dos lances envolventes, os adeptos tiveram motivos para vibrar a três bons golos, a começar com o rubricado por Patrick, aos 25\'.

Após o tento sofrido, esperava-se melhor atitude e reacção da equipa de Zeca Amaral, mas a vontade e o querer de Josemar, Jó e Kitenga, principais inconformados da equipa, ficaram apenas pela intenção, já que os caminhos de acesso á baliza contrária estavam muito longe de serem descobertos.Enquanto os maquisardes procuravam formas de dar o corpo ao manifesto, do outro lado do relvado os sambilas atacavam quanto basta. E fruto disso mesmo, o segundo golo rubricado por Fofó, aos 38\', acabando por ser uma consequência natural da acção demolidora evidenciada pelo ataque.

Ao contrário do que se esperava, a segunda parte viria a ser um paradigma da história de jogo da etapa inicial. Continuou a pertencer ao Progresso as jogadas mais esclarecidas. O FC Bravos jamais baixou os braços, mas era um conjunto muito preso nos movimentos e a precisar de dois ou três jogadores para aqueles sectores considerado fundamentais.

A perder por 2-0, a equipa do Moxico não reagiu em conformidade e perante uma quase total inoperância atacante, quem aproveitou para escancarar a baliza é a formação adversária, que chegaria aos 3-0, aos 50\', na sequência de uma jogada de belo efeito novamente de Fofó. Depois do terceiro golo as zonas nevrálgicas da defesa maquisarde tornaram-se muito mais vulneráveis. E quando se pensava que o resultado estava fechado, eis que Fofó chega ao hack-trik, na sequência da cobrança de um penalti.

DECLARAÇÕES DOS TÉCNICOS
\"Entramos a pressionar\"


Digo Pedro (Adj. Progresso)\"Sabemos que o adversário viria fechar-se, mas pressionamos e fomos felizes conseguimos fazer o primeiro e o segundo golo. Na etapa complementar entramos a pressionar e conseguimos fazer mais dois. Estamos de parabéns, pois, não é todos os dias que se faz quatro golos. Vamos continuar a trabalhar\".


\"Adversário foi superior\"


Ivo Campos(Adj. FC Bravos)\"O adversário foi superior, jogou muito e mais do que nós. Não fizemos o que pretendíamos e só nos resta aceitar a derrota. Temos a realçar alguns erros dos jogadores mais velhos e sobretudo alguns comportamentos que nos levaram a sofrer os golos que sofremos. Dar aos parabéns aos mais jovens. O Progresso está de parabéns\".