Jornal dos Desportos

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Girabola

Progresso pode responder em tribunal

Antonio F?lix - 19 de Setembro, 2017

Equipa do Progresso da Lunda Sul

Fotografia: Jornal dos Desportos/ Edições Novembro

Ao que tudo indica, a desinteligência entre o "suspenso" director do Progresso da Lunda - Sul, Floriano Patrício "Quipossoa", e a direcçãodo clube, pode conhecer contornos que desemboquem em instâncias judiciais. O dirigente, através do seu advogado, já escreveu para o Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol (FAF), no sentido deste órgão persuadir  ainda o clube de Saurimo, a levantar a suspensão e ser-lhe  pago o que exige.

Na carta que o advogado escreveu à FAF, sublinha que o seu representado, na qualidade de director do departamento para o futebol do clube, e nos termos do contrato " tem direito à quantia global de kz 1.500.000.00 ( um milhão e quinhentos mil kwanzas) relativos a luvas, e uma remuneração mensal de kz 250.000 (duzentos mil kwanzas).O advogado considera que o dirigente tem contrato com vigência de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2017, mas há mais de oito meses, não é paga remuneração.

"A suspensão foi, por via da comunicação social, que passou no rodapé de um programa noticioso da Televisão Pública de Angola, ao invés de ser por via formal, documental, o que é exigível nos termos da lei", lê-se. Para reforçar a exigência, o exponente sustenta que " durante o período de vigência do contrato desportivo entre as partes, o senhor Quipossoa apenas recebeu do clube kz.100.000.00 (cem mil ) que depositaram na conta bancária do dirigente sem o seu consentimento".

Quando o dirigente indagou a direcção do Progresso, na pessoa do presidente, António Jamba, segundo o advogado, aquele informou-o que o referido valor tinha a ver com a sua remuneração, e que à posteriori, seria completado, o que nunca aconteceu até ao momento.

"O clube deu também ao dirigente kz 15.000.00 relativo aos 21 dias de estágio na cidade do Lobito, após a reclamação de todos os integrantes da comitiva ", acrescenta o documento.Segundo ainda o advogado, o clube, ao "suspenso" director, apenas pagou  prémios de jogos no valor de kz. 62.000.00 e kz. 45.000.00, faltando cinco prémios. 

STÈNIO SIMÃO
Atleta defende dirigente suspenso


O suspenso director do Progresso da Lunda Sul aponta que há alguns jogadores  que podem reforçar os incumprimentos, sendo um deles Sténio de Sá Miranda Simão, que segundo a direcção do Progresso da Lunda - Sul, foi-lhe exigido dinheiro pelo dirigente
"Nunca em nenhum momento o senhor Floriando Patrício pediu-me dinheiro para jogar. É uma pura mentira. Não condiz com a realidade", disse.

"Simplesmente, no nosso bairro, a única pessoa que fazia trabalho para promover e agenciar talentos é o senhor Floriano e, na qualidade de amigo do meu pai fui contacta-lo para ser o meu agente", esclarece o atleta.Sténio explicou, que depois da sua saída do Domant FC do Bengo em 2016, foi o dirigente quem o enviou a testes  no Recreativo da Caála, 1º de Maio de Benguela.

"Para ir ao Huambo e Benguela suportei as minhas despesas, porque entendo as dificuldades por que passa o meu representante", esclareceu, para o Progresso da Lunda Sul foi igualmente, devido ao director. "Ele explicou ao professor Figueiredo que joguei o Domant. Só fiquei em casa dele 15 dias antes da minha ida a Saurimo".