Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Proletários e Estudantes para mais um \"dérbi\" expectante

J?lio Gaiano, em Benguela - 12 de Março, 2017

Jogo para a quinta jornada acontece na presença de um grande número de adeptos afectos à cada equipa

Fotografia: José Soares

O destino das equipas do 1º de Maio de Benguela e da Académica do Lobito no Girabala Zap começa a disputar-se a partir de hoje às 15h30, no jogo entre si, no estádio municipal Edelfride Palhares da Costa “Miau”, para a quinta jornada da prova.

O jogo está a gerar muita expectativa face à necessidade das duas equipara terem já a necessidade de ir consolidado aos objectivos preconizados pelas respectivas direcções que, passam pela realização de uma prova tranquila, que resulte na permanência na fina-flor do futebol nacional. Com um ponto conseguido, os proletários procuram pela primeira vitória, ao passo que os estudantes (4 pontos) vão à busca do segundo triunfo.A situação não está fácil e os nervos evidenciam-se à medida que se aproximam a hora da contenda que promete despique renhido face à pressão que as equipas técnicas e atletas sofrem dos seus apoiantes.

Para arrebatar a confiança e o afecto perdido após derrota extra-muro que sofreu na deslocação à Calulu, ao 1º de Maio de Benguela, apenas os três pontos interessa. O outro resultado pode atrapalhar ainda mais as contas para a manutenção.A equipa técnica liderada pelo professor Hélder Mário Teixeira e atletas estão consciencializados deste pormenor.

Ao público, prometem os três pontos e quer provar que os desaires sofridos no arranque da competição não passaram disso mesmo e que o reencontro com os bons resultados pode começar a ser um facto.

Já na Académica do Lobito o ambiente é diferente. A equipa começa a reencontrar-se com as boas exibições, não obstante faltar o essencial: os triunfos. Do público já surgem sinais de empatia. O técnico e os atletas já são acarinhados, o que ameniza a situação que se pretende salutar no seio do colectivo. Na verdade e por aquilo que nos é dado a perceber, ainda há muita coisa por se alinhavar.

O professor António Alegre e companheiros sabem que o desafio contra o 1º de Maio de Benguela vai definir a postura dos adeptos e de alguns membros da direcção. Em caso de derrota dificilmente os lobitangas o perdoarão.

O empate pode servir de consolo, a julgar pela facilidade do calendário que a equipa tem até à nona jornada.Em caso do triunfo, a Académica soma 7 pontos e melhora o feito da temporada passada que até a nona jornada quedava-se na última posição, com cinco (5) pontitos. Daí que para os observadores atentos com o evoluir da situação vêem no professor Tony Alegre capacidade e competência para levar a equipa à estabilidade competitiva, claro, caso o deixem trabalhar.


1º DE MAIO
Capitão Bugo Jazz antevê dificuldades


O capitão do 1º de Maio de Benguela, Bugo Jazz, considerou que será difícil o jogo contra a Académica do Lobito, hoje,, a partir das 15h30’ no estádio municipal Edelfride Palhares da Costa “Miau”. 

“Tivemos um começo menos bom e que provocou contestação do público. Espero que na recepção à Académica consigamos somar os primeiros três pontos. Não vai ser fácil. Mas, na condição de anfitrião e não há alternativas possíveis senão vencer, se quisermos sair desta situação”, precisou.Apesar de não poder actuar, pelo facto de ter sido expulso no desafio contra o Libolo (3-0), por agressão a seu adversário, Bugo Jazz, que já lamentou o sucedido, promete comparecer ao estádio e, a partir das bancadas, torcer pela vitória da sua equipa. “Lá estarei para actuar como o 12º jogador. A minha presença e do público será fundamental e necessária para o almejado triunfo”, sublinhou.

SILÊNCIO
A situação na Académica é descrita de calma. Apesar de a direcção decretar \"black out\", isto é, silência à imprensa, como forma de salvaguardar a disciplina e ordem no clube, reina no seio dos jogadores, técnicos e dirigentes espírito de vontade e crença pela conquista dos três pontos.


Caála vitorioso
no Luena


O Recreativo da Caála saiu ontem d    a cidade do Luena com uma vitória (1-0) sobre o Bravos do Maquis em jogo disputado do Estádio do Mundunduleno, para a quinta jornada do Girabola Zap.

O único golo da partida foi apontado  aos 44 minutos do segundo tempo pelo avançado João Love Andrade, um atacante que estado muito inspirado do ataque a formação caalanse, como ainda viu na jornada anterior em que "facturou" dois tentos  frente ao Desportivo da Huíla, na quarta jornada.

O jogador entrou aos 17 minutos, portanto saltou do banco e conseguiu concretizar a orientação trazida da sua equipa técnica, numa partida
em que, antes, as duas equipas foram para o intervalo com o nulo (0-0) no marcador, mas, Caála caso vencesse naquele período nada se contestaria porque teve mais posse de bola, chegou mais vezes ao reduto do adversários onde beneficiou de vários cantos.

Quem não mereceu de facto os três pontos é o Bravos do Maquis, que não conseguiu levar a melhor  na sua própria casa um adversário que vinha do Huambo  coma pretensão de ganhar.

Na véspera do jogo o técnico-adjunto do FC Bravos do Maquis, Mariano Júlio, declarou, no Luena, existiria ânimo e confiança entre os atletas da sua equipa para vencer o desafio d frente ao Recreativo da Caála do Huambo, mas as suas palavras caíram, afinal, em saco roto.

Mariano chegou mesmo a  assegurar que nenhum sector o preocupava porque os jogadores estavam  todos a corresponder, quer no sector ofensivo quer no defensivo, mas ontem o que se viu diante do Caála foi falta de coesão.

“O estado psicológico e clínico dos jogadores inspira confiança de vencer sábado no estádio Munduduleno, com todo respeito que temos pelo Recreativo da Caála”, era assim declarou, após a última sessão de treinos no palco do encontro.

Quem acertou na previsão foi, pelo Recreativo da Caála , o treinador adjunto dos caalenses, Luís Miguel Curado Aires, que , apesar de ter admitido que teriam uma partida difícil, uma vez que ambas equipas tinha o mesmo objectivo, tratou se sublinhar que conheciam bem o adversário e que a sua equipa tinha a noção de que só a vitória interessava.