Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Proletrios e maquisardes regressam para manuteno

Betumeleano Ferr?o - 11 de Fevereiro, 2017

FC Bravos do Maquis tem testa um treinador que gosta de jogar aberto

Fotografia: Kindala Manuel

A inesperada desistência do Benfica de Luanda, problemas financeiros, proporcionou o regresso do histórico 1º de Maio  de Benguela ao campeonato. Ao contrário do FC Bravos do Maquis que teve de cumprir um ano sabático, os proletários voltaram sem desperdiçar uma gota de suor com a ambição de terminar de vez com a malapata de subir e descer de divisão, quase de seguida.

Os proletários estão longe de exibir os famosos lenços brancos, mas como aparentam ter os cofres cheios, podem tentar corrigir os muitos erros cometidos no passado. O problema está identificado, os treinadores do 1º de Maio mal conseguem aquecer o banco, se a direcção cultivar atitude de espera, é possível que o bicampeão consiga uma época tranquila.

A maneira rápida como o 1º de Maio de Benguela se colocou à disposição para preencher a vaga do Benfica tem de vir acompanhada de boas obras. Ninguém espera ver os proletários a fazer ruído nos lugares cimeiros do campeonato, mas se conseguir bons resultados nas jornadas inaugurais, ainda é capaz de terminar num lugar honroso.

O Maquis resolveu os seus problemas internos, voltou a apostar no técnico João Pintar para se firmar no Girabola Zap. A qualidade do treinador e de muitos dos atletas é aceitável, agora chegou a hora de ver como é que se comportam, anos depois de voltarem ao campeonato.

O plantel maquisarde dá para almejar mais do que a manutenção, o técnico João Pintar gosta de quadros bonitos e como sempre vai arriscar para pontuar até em terrenos difíceis. Se a equipa do Leste alcançar esta meta, seguramente vai aumentar as chances de realizar uma campanha tranquila, como conseguiu na maioria das vezes em que não sofreu problemas internos.

Uma equipa alegre como a do Maquis e com um treinador que gosta de jogar aberto contra todos é sempre uma mais-valia para o campeonato angolano. Os maquisardes desceram de divisão com a Taça de Angola nas mãos, um efeito inédito no país, mas João Pintar e o plantel agora querem escrever uma nova página na história do clube, para os adeptos também olharem ao presente com orgulho e confiança, porque as recordações do passado nem sempre curam todas as feridas.