Jornal dos Desportos

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Girabola

Proletrios suplantam estudantes convencidos

Jlio Gaiano, em Benguela - 20 de Julho, 2009

  A determinação demonstrada pelos proletários de Benguela foi fatal para as aspirações dos estudantes do Soyo, que jornada após jornada, começam a perder o fôlego. Melhor, o 1º de Maio conseguiu com mestria, paciência e humildade “matar” a arrogância da Académica que, sabendo da condição do adversário na classificação, à entrada da 18ª jornada, penúltimo, não o respeitou.
O triunfo dos proletários, por três bolas sem resposta, serviu de alento para o conjunto que há muito necessitava de um resultado positivo para encarar com optimismo as restantes partidas do campeonato.
Aliás, que o digam os estudantes que pensaram que as coisas serão favas contadas. Puro engano. No campo, a equipa de Raul Kinanga encontrou um adversário determinado a contrariar, como aconteceu, o teórico favoritismo que pendia para o lado dos rapazes do Soyo.
O 1º de Maio de Benguela entrou de rompante, pressionando o último reduto da Académica do Soyo, equipa que “abanou” por completo, para a surpresa de alguns cépticos, que contavam com uma postura diferente dos proletários, tudo em função das últimas exibições em casa.

MUITO CEDO
A postura do 1º de Maio traduziu-se em ouro sobre azul. Melhor, à passagem do minuto nove, os comandados de Luís Borges já venciam por uma bola sem resposta. O remate de Coimbra foi certeiro, após aproveitar a distracção dos defesas do Soyo, que diga-se, tiveram uma tarde sofrível.
Quando se esperava por uma reacção dos estudantes, os proletários intensificaram as operações no rectângulo de jogo, reduzindo o adversário à banalidade. Numa só sentada, ou seja, aos 28 e 31 minutos, o público vibrou com mais dois grandes golos, rubricados por Márcio e Brain, respectivamente.
Na segunda parte a Académica do Soyo tentou reagir, com o objectivo de reduzir o marcador, mas foi sol de pouca dura, ou seja, o 1º de Maio de Benguela continuou melhor na partida.
Os proletários fecharam-se bem na defesa e saíam de forma organizada para o contra-ataque, facto que deixava melancólico o conjunto do Soyo. Aos  75 minutos, o 1º de Maio reclamou uma grande penalidade, Pompom cortou a bola com a mão dentro da área, mas o árbitro fez vista grossa.

"O 1º de Maio de Benguela entrou de rompante, pressionando o último reduto da Académica do Soyo, equipa que ‘abanou’ por completo"

Árbitro esteve à altura do jogo   

A actuação do juiz António Kachala e dos seus assistentes (Diakanua Miguel e Domingos Adão) foi aceitável. O árbitro mostrou-se bem do ponto de vista físico, por isso, acompanhou de perto e sem problemas as jogadas, isso para não falar dos aspectos técnicos. Kachala esteve apenas mal no lance que não marcou uma grande penalidade a favor dos proletários. Nota dez para o trio de arbitragem.

FICHA TÉCNICA
 
Substituições: «1º Maio» Márcio Luvambo por Jaku; Brian por Ganga e Zamorano por Tavares.
«A. Soyo» Pemba por Akaná, Chifui por Janeiro e Grau por João
Árbitro: António Kachala
Assistentes: Diakanua Miguel e Domingos Adão
4º Árbitro: Paulo Talaia
Comissário: Dantas Cardoso
Acção disciplinar: «1º Maio» Amarelo a Longuinha e Armando. Vermelho para Calala por acumulação de cartões amarelo.     
«A. Soyo» Délcio, Janeiro, Akana e João viram a cartolina amarela.
treinadores: José Luís Borges(1º Maio)
e Raul Kinanga (A. Soyo)
Estádio: Edelfrides Costa