Jornal dos Desportos

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Girabola

Proletários sofrem para ganhar ao Santa Rita FC

J?lio Galiano| Benguela - 08 de Maio, 2017

1º de Maio de Benguela, venceu

Fotografia: Jornal dos Desportos! Edições Novembro

Os proletários de Benguela ontem tiveram que se empenhar ao fundo para arrancar das mãos dos católicos da Santa Rita de Cássia FC  do Uige um triunfo que, vinham construindo o longo dos primeiros 45 minutos da contenda.

Não fosse a falta de profissionalismo demonstrado pelo árbitro principal, José Álvaro, que de forma descarada influenciou no desfecho do resultado final.

 A vitória do 1º de Maio só foi contraída na segunda metade da contenda com os golos de Alex, 58’; Fatito Kamufingo, 62’; Djemba, 90’+4’, de penálti; ao passo que o Santa Rita FC descontou por intermédio de Abel, 12’; Lema, 37’.
Foi uma tarde de "loucura", onde a tristeza e a alegria casaram-se. Se de um lado houve festa, mesmo sabendo que venceram por desmerecer; do outro lado a tristeza foi notária.

Ao contrário das outras ocasiões, o público esteve em alvoroço. Festejou um "triunfo de mentira", tanto é que no penálti assinalado contra a equipa contrária só vibrou quando Djemba converteu em golo uma falta que, na óptica de alguns observadores não existiu.
 Se das outras vezes o 1º de Maio de Benguela queixou-se das falcatruas das arbitragens, desta vez, foi a vez dele a beneficiar-se de uma grande batota perpetrado pelo arbitro José Álvaro.

 Mesmo assim, vimos alguns dos seus dirigentes, membros da equipa técnica e jogadores a festejarem a um triunfo de que deveriam se envergonhar. Foi um mau gesto de desportivismo que se assistiu diante daquele triste acontecimento.

 O 1º de Maio de Benguela "venceu por desmerecer", tanto é que só se despertou quando, a partir do minuto 42, sancionou uma grande penalidade, a castigar bola a mão de Simão. Felizmente, Caporai chamado a executar, fê-lo de forma errada. Atirou a bola para cima da baliza.

 A segunda metade foi de claro favoritismo. Cortou lances de perigo da equipa contrária e para piorar, mesmo ao cair do pano, isto é, no minuto 90’+4’, assinalou um penálti a favor do 1º de Maio, quando na verdade, a bola embateu (a queima-roupa) na barriga de Simão. Que azar de Simão!

 Djemba marcou e o jogo ficou sentenciado com lance, altamente duvidoso. Tudo por culpa de um trio de árbitros que na nossa óptica mereceu a distinção negativa. Prestou um mau serviço para o futebol nacional.