Jornal dos Desportos

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Girabola

Proletrios e palanquinos acordam empate

Jlio Gaiano, em Benguela - 14 de Outubro, 2017

O 1 de Maio de Benguela e do Kabuscorp do Palanca no foram para alm do empate a um golo,

Fotografia: Jornal dos Desportos

O 1º de Maio de Benguela e do Kabuscorp do Palanca não foram para além do empate a um golo, numa partida marcada por fortes emoções, desde o princípio ao fim, com os contendores a protagonizarem um festival de falhanços.

Grande parte dos adeptos que acorreu ao estádio acabou decepcionado pela forma como os atacantes se revelaram nos momentos da finalização.

Os proletários entraram tímidos no jogo, o que despertou a formação do Palanca, que depressa queria resolver a contenda, porque tomou conta do último do adversário que, apesar do susto, não se deixou bater.

Pelo contrário, suportou as investidas imprimidas pelos pupilos de Romeu Filemon que, para a sua infelicidade, leu mal o jogo que até tinha tudo a seu dispor.

Como quem muito promete não faz, os palanquinos prometeram em demasia e no fim cansaram-se. Os proletários despertaram-se e tomaram conta da situação, equilibrando o jogo.

Daí em diante era \"ora atacas tu\", \"ora ataco eu\" até que num lance que parecia inofensivo: aos 40 minutos, Faustino, em desequilíbrio trava a bola com a mão na área das penalidades.

O árbitro encima do lance não vacilou e sancionou castigo máximo a favor do 1º de Maio de Benguela. Caporai chamado a executar a falta fê-lo a contar.

 Estava lançado o jogo com os adeptos, na sua maioria afectos à equipa da casa a vibrarem e a pedirem por mais golo, um pedido que acabou por não surgir por manifesta falta de discernimento da parte dos atacantes proletários que, diga-se de passagem, revelaram-se ingénuos e muita falta de cultura competitiva.

Não foi por acaso que viram nalguns dos seus jogadores apupados pela assistência que se chateava pela forma como abordavam os lances.

Caporai, Edú e Bumba foram os mais visados, tanto é que quando estes dois últimos acabaram substituídos. Para alguns até não deveriam se fazer ao campo, pois, de nada contribuíram para a qualidade do espectáculo que se necessitava numa altura em que o adversário dava mostra de ceder.

Como, entretanto, quem tanto vacila acaba por tomar foi isto mesmo que aconteceu na segunda metade do jogo. O 1º de Maio voltou a abanar.

Os defesas, os médios deixaram de atacar. Remeteram-se todinhos ao seu último reduto e para não mais sair. Das vezes que tentavam subir, os palanquinos ripostavam com perigo à baliza guarnecido por Rui.

Um guarda-redes que se viu obrigado a cair no anti-jogo, de forma a afrouxar as ofensivas da equipa do Palanca que tinha em Doctor Lami, Nelito e Fundo como autênticos quebra-cabeças.

E foi justamente do lance produzido por este trio que resultou no golo do empate. No minuto 67, Doctor Lami recebe a bola, passe ao Fundo, este tira o central e cruza para a cabeçada fácil de Nelito para fundo das malhas. O golo gelou por completo os milhares de apoiantes proletários..