Jornal dos Desportos

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Girabola

Proletários silenciam estudantes

J?LIO GAIANO, EM BENGUELA - 13 de Março, 2017

Os proletários provaram, mais uma vez, que estão vivos e prontos para o labor

Fotografia: Jornal dos Desportos

A forma categórica como o Estrela Clube 1º de Maio de Benguela jogou  diante da Académica do Lobito, no dérbi local, no prosseguimento da 5ª jornada do campeonato, levou muitos adeptos da bola a questionar-se onde andou aquela equipa  que se viu ontem, no estádio Municipal Edelfride Palhares da Costa “Miau”.

E havia razão para tal. Os proletários provaram, mais uma vez, que estão vivos e prontos para o labor. Contra todos os prognósticos, o 1º de Maio de Benguela provou, em campo, que afinal os estudantes do professor António Alegre não são tão aguerridos e intenso como se cogitava. No desafio que assinalou o dérbi da província, venceu por claros 4 a 2, numa partida que vislumbrou a sagacidade e audácia dos atacantes proletários. Não marcaram mais por manifesta falta de discernimento nos momentos da concretização.  Aliás, chegaram mesmo a falhar um penálti por Kaporai.

Ainda assim, diante da fragilidade defensiva do adversário fizeram o que lhes competia. Marcaram os golos que ditaram a primeira vitória da equipa treinada por Hélder Mário Teixeira, que se diga, livrou-se de uma chicotada psicológica. Pakessa (15´), Pedy (38´), Kaporai (72´) e Maria Pia (87´) abafaram os dois golos rubricados pelos estudantes (Jiresse, 34´, e Milambo, 54´).

Os proletários foram autênticos obreiros. Na verdade a vitória veio a calhar porquanto serviu para reanimar e devolver a crença ao grupo que até à altura da contenda, andaram atarantados. Desta vez, as coisas foram diferentes, e alegria dos adeptos voltou a reinar na rua Domingos do Ó.

Dizer que foi uma vitória merecida aos proletários, porquanto, souberam tirar o máximo proveito dos erros cometidos pela defensiva adversária que teve em Borges e Poko a grande avenida. Aliás, os três primeiros golos festejados pelos benguelenses partiram da “fífia” dos referidos laterais.

O técnico António Alegre deu conta tarde da situação e a derrota estava desenhada para a infelicidade dos seus adeptos que deixaram o estádio municipal Edelfride Costa “Miau”, aborrecidos. Aliás, de outra forma não poderia acontecer, tanto Maios que os seus atacantes foram pura e simplesmente anulados pelos centrais contrários.

A equipa de arbitragem chefiada por Paulo Talaya, coadjuvado pelo Ricardo Daniel e Joaquim Tchiyo pautou-se pela positiva. Mostrou classe. Com uma ou outra falha não teve influência no desfecho do resultado. Boa arbitragem.