Jornal dos Desportos

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Girabola

Árbitos exigem clareza

Betumeleano Ferão - 23 de Novembro, 2016

Romualdo Baltazar um dos árbitros que perdram as insígnias da FIFA

Fotografia: M. Machangongo

A divulgação da lista oficial de árbitros internacionais angolanos e assistente, criou mal -estar no seio dos filiados do Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola "CCAFA", revelou ao Jornal dos Desportos uma fonte ligada à instituição. O nosso interlocutor mostrou-se desiludido, pelo facto de serem substituídos juízes experientes, inclusive os que ascenderam este ano à elite do apito angolano, sem justificação nem argumento plausível para o efeito.

O silêncio do CCAFA para explicar os motivos por que trocou o antigo pelo novo, veio confirmar as suspeitas de alguns filiados. "Ninguém sabe que critérios foram utilizados, mas não dá para entender, que o Paulo Sérgio que ascendeu este ano, entre de imediato como árbitro FIFA", lamentou. A manutenção ou remoção de árbitros internacionais, é matéria exclusiva do referido conselho, ainda assim, a fonte do JD mostrou-se convicto de que o assunto não foi tratado com toda a seriedade.

 "Alguém atropelou algumas normas, tem de haver tempo mínimo para apitar na primeira categoria nacional, antes de ascender a árbitro FIFA, é assim que devia ser", argumentou. A lista agora tornada pública, há muito que era do conhecimento de alguns filiados do CCAFA, poucos levaram a sério e o tempo acabou por dar razão aos desconfiados.

"Há meses que se fala do assunto, agora, surgiu a confirmação e mesmo que quisessem lançar novas pessoas, não precisavam de agir desta maneira,  usassem outro método de escolha", garantiu a nossa fonte. O Jornal dos Desportos soube que o categorizado Hélder Martins, também estava em vias de perder as credenciais FIFA, acabou por ser salvo de forma inesperada pela CAF.

"Agora, é mais fácil negar esta possibilidade, mas é o que estava previsto. Tiveram de recuar, quando tomaram conhecimento que ele foi convidado a participar no curso da elite da CAF. Se isto não tivesse ocorrido, o Hélder tinha o mesmo destino", assegurou. A perda das insígnias FIFA, encerra uma espécie de travessia no deserto, que alguns internacionais enfrentam há anos consecutivos.

A fonte que citamos, lamentou o facto de existirem árbitros consagrados, que são tratados como proscritos. "Quem estiver atento, seguramente vai aperceber-se que há internacionais que não são nomeados para certos jogos", revelou.  Curiosamente, o nosso diário apurou que o trio formado por Pedro dos Santos, Romualdo Baltazar e Paulo Talaia chegaram a ser nomeados este ano, para ajuizar desafios referentes à Liga dos Campeões Africano e a corrida ao CAN de sub-20.

O árbitro assistente Ricardo Daniel perdeu o direito de usar as insígnias FIFA, o candidato que o deveria substituir foi rejeitado. Sorte diferente teve  Judite Mestre, cujos desempenhos regulares há muito indiciava a ascensão a internacional, que acaba de acontecer. Nos jogos do campeonato, ela faz parte das equipas chefiadas por Paulo Talaia.

EXCLUÍDO
Talaya surpreso com exclusão


O árbitro Roberto Talaya manifestou em entrevista à Rádio Cinco o seu descontentamento pela forma como foi excluído dos quadros da Federação Internacional de Futebol Associado por indicação da FAF. O juiz lamentou a forma como tudo foi processado e considera que houve uma certa injustiça por parte dos dirigentes do Conselho Central de Árbitros. "Estou surpreso como tudo aconteceu. Nos últimos jogos tive sempre boas pontuações, por isso, não vejo motivos pelo que aconteceu", revelou.

De salientar que após o anuncio das exclusão ds árbitros Paulo Talaya (Benguela), Pedro dos Santos (Luanda) e Romualdo Baltazar da província da Huíla dos quadros da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), para a época 2017, o presidente do Conselho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol (FAF), Muluta Prata, confirmou o facto à Angop. O dirigente, não revelou na altura o motivo da exclusão dos três juízes e do assistente Ricardo Daniel, da província de Benguela da lista enviada à FIFA.

De recordar que para os seus lugares, o órgão que rege a modalidade no país indicou José Álvaro (Huambo), Paulo Sérgio (Moxico), ambos com um ano na primeira categoria nacional, e António Dungula (Benguela) com duas temporadas no primeiro escalão. Pedro dos Santos esteve durante oito anos com as insígnias da FIFA, enquanto Romualdo Baltazar e Paulo Talaya seis. Hélder Martins, António Caxala e João Goma são os restantes árbitros internacionais, em masculinos, para além das senhoras Marximina Bernardo e Tânia Duarte. Os assistentes são Júlio Lemos, Evanildo Lopes e Rosário Cacinda.

Talaya surpreso com exclusão

O árbitro Roberto Talaya manifestou em entrevista à Rádio Cinco o seu descontentamento pela forma como foi excluído dos quadros da Federação Internacional de Futebol Associado por indicação da FAF. O juiz lamentou a forma como tudo foi processado e considera que houve uma certa injustiça por parte dos dirigentes do Conselho Central de Árbitros.

"Estou surpreso como tudo aconteceu. Nos últimos jogos tive sempre boas pontuações, por isso, não vejo motivos pelo que aconteceu", revelou.
De salientar que após o anuncio das exclusão ds árbitros Paulo Talaya (Benguela), Pedro dos Santos (Luanda) e Romualdo Baltazar da província da Huíla dos quadros da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), para a época 2017, o presidente do Conselho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol (FAF), Muluta Prata, confirmou o facto à Angop. O dirigente, não revelou na altura o motivo da exclusão dos três juízes e do assistente Ricardo Daniel, da província de Benguela da lista enviada à FIFA.

De recordar que para os seus lugares, o órgão que rege a modalidade no país indicou José Álvaro (Huambo), Paulo Sérgio (Moxico), ambos com um ano na primeira categoria nacional, e António Dungula (Benguela) com duas temporadas no primeiro escalão. Pedro dos Santos esteve durante oito anos com as insígnias da FIFA, enquanto Romualdo Baltazar e Paulo Talaya seis. Hélder Martins, António Caxala e João Goma são os restantes árbitros internacionais, em masculinos, para além das senhoras Marximina Bernardo e Tânia Duarte. Os assistentes são Júlio Lemos, Evanildo Lopes e Rosário Cacinda.

EXAMES DE RECURSO
Árbitros aguardam resultados dos testes

Os árbitros que foram submetidos a exame de recurso, no último domingo, aguardam com muita expectativa, a divulgação dos resultados, com vista a temporada 2016/2017. Entre os juízes que foram submetidos a exame de recurso, tendo reprovado no primeiro teste, destaque para os árbitros Osvaldo Neto, Francisco Tando, Clésio Francisco e David Manuel, todos de categoria internacional.

António Bernardo, árbitro de categoria internacional, e presidente da associação dos homens do apito, foi o único que obteve um aproveitamento positivo nos três testes que realizou (físico, vídeo e  escrito). Entretanto, Andrade Gonçalves, Francisco Pacheco, Fernando Seco e Luís Oliveira, todos de categoria nacional, não vão apitar na XXXIX edição do Campeonato Nacional de basquetebol seniores masculino, vulgo BIC Basket, por reprovarem no teste físico, segundo apurou o Jornal dos Desportos de fonte federativa.

"Quatro árbitros nacionais estão automaticamente de fora do campeonato nacional, por terem reprovado no teste físico, porque mesmo que obtiverem resultados positivos no teste escrito e de vídeo, ficam afastados da competição", asseverou a nossa fonte. Ainda de acordo com a nossa fonte, Francisco Tando, Osvaldo Neto, David Manuel e Mbunga Pedro obtiveram resultados positivos, ao passo que Clésio Francisco claudicou no exame escrito.

Dos 27 árbitros catalogados pela direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), apenas 12 obtiveram resultados positivos no primeiro exame realizado em Luanda, estando aptos para ajuizarem na XXXIX edição do Campeonato Nacional de Basquetebol em seniores masculino (BIC Basket).M.C