Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Regresso das emoes

Betumeleano Ferro - 15 de Agosto, 2019

Militares da Regio Sul recebem maquisardes no duelo inaugural

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

O Desportivo da Huíla e o FC Bravos do Maquis têm boas memórias do jogo que vão disputar amanhã à tarde, às 15h00, no Estádio do Ferrovia, no Lubango. Tal como sucedeu na época passada, os  militares huílanos e os maquisardes travaram o duelo na primeira jornada, assim, as duas equipas vão repetir a experiência de antes,  mas com uma certeza absoluta: não empatar de novo na estreia do Girabola Zap.
As duas aparições que os militares da Região Sul fizeram na Supertaça, deram todas as certezas de que precisavam de entrar mais competitivos no Girabola Zap 2019/2020, o troféu perdido causou desilusão, é verdade, mas permitiu notar onde estão os pontos fortes e fracos. Como é fácil de concluir, o Desportivo da Huíla  tem uma noção real de quanto vale, é por isso  que vai tentar pagar o preço da vitória,  porque ambiciona provar que o terceiro lugar,  da temporada transacta,  foi obra da sua qualidade.
Os militares da Região Sul estão a ter um início de época agridoce, dispensaram a Taça da Confederação, estiveram em vantagem na Supertaça, mas perderam-na. Todos esses altos e baixos estão a fazer mossa no balneário de Mário Soares,  ainda mais porque os adeptos ficaram com motivos de queixa e querem ser "indemnizados" de três pontos ante os maquisardes.
Sem ritmo nas pernas,  mas com chances de espiar o adversário, o FC Bravos do Maquis tem a vantagem do enigma, para tentar surpreender extramuros. Os maquisardes tiveram tempo para analisar todas as informações recolhidas, mas tal como na teoria e na prática, a equipa de Zeca Amaral vai ter de mostrar acções para silenciar o Ferrovia, Estádio que aos poucos começa a tornar-se uma espécie de fortaleza inexpugnável do Desportivo da Huíla.
Os maquisardes vão ter motivos para sorrir,  com a repetição do empate, mas há todas as razões para acreditar  em voltar ao Moxico com o pontito,  é o mínimo que a equipa de Zeca Amaral ambiciona, aliás, o foco está na obtenção do aproveitamento em 100 por cento, mas se não der aí,   todo o esforço tem de ser canalizado para não perder.
Tanto  o Desportivo, como o Maquis, entram sempre no campeonato com os mesmos objectivos, realmente as duas equipas são equivalentes em tudo, então, vai ser interessante ver no relvado os planos que  prepararam para começar a encurtar o caminho para as metas traçadas. É verdade, que ganhar ou perder não vai significar sucesso ou fracasso imediato, mas é ponto assente que não há nada melhor do que entrar a vencer no campeonato, realmente,  dá mais certezas do que dúvidas.
 Um jogo Desportivo da Huíla - FC Bravos do Maquis, de modo algum é dos mais esperados do campeonato, a bem da verdade, trata-se de dois competidores que há anos anseiam conquistar o seu espaço no nosso futebol.
Vez por outra, militares da Região Sul e maquisardes até efectuam campeonatos tranquilos, falta-lhes regularidade, é esse o detalhe que cada vai tentar obter a partir de amanhã, embora,  estejam convencidos de que não existem duas épocas iguais, a diferença entre o bom e o mau também depende do detalhe do momento.
O melhor resultado possível, para as duas equipas, é a vitória, ainda bem que as leis de jogo só permitem um único vencedor,  porque vai forçar os contendores a esforçarem-se para obter os pontos em disputa. Ao contrário do que às vezes se pensa, o resultado final também vai depender da eficácia no último terço do campo, estar por cima do adversário,  nem sempre é mais importante do que aproveitar para marcar e ganhar, rematar uma vez e somar  três pontos,   de longe que é mais importante do que estar 90 minutos a jogar no meio -campo do adversário.