Jornal dos Desportos

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Girabola

Rui Campos aplaude atitude do plantel

18 de Agosto, 2015

Presidente minimiza crtica das pessoas que acusam a sua equipa de beneficiar de favores

Fotografia: Jornal dos Desportos

Em véspera do 73º aniversário do Recreativo do Libolo, comemorado na passada sexta-feira, dia 14, o presidente de direcção da formação de Calulo, Rui Campos, concedeu uma entrevista ao site do seu clube, onde entre outros assuntos aborda o momento actual da equipa no Girabola. O dirigente mostra-se satisfeito pelo desempenho dos campeões nacionais e enaltece a forma positiva como o plantel reagiu a troca do treinador. Revelou que a substituição do técnico francês foi uma medida tomada, uma jornada antes do término da primeira volta.

"A equipa reagiu muito bem, pois, a mudança foi preparada ao mínimo detalhe e em confidencialidade, longe dos holofotes.  A mudança de treinador estava decidida desde a jornada 12. Aconteceu em termos formais, após, o último jogo da primeira volta. Dessa forma, o estágio de meio de época foi formatado e preparado com muita calma e confidencialidade", referiu.

Rui Campos, sublinhou que a medida foi muito bem concebida, ao ponto de não criar qualquer tipo de influência na postura da equipa no campeonato nacional. "Quando comunicamos a mudança publicamente, internamente já era uma realidade há cerca de um mês, o que apanhou os holofotes arrefecidos e, consequentemente, o habitual ruído de fundo foi minimizado", avaliou.

Admitiu que o facto do grupo de trabalho conhecer o actual técnico contribuiu para manterem os níveis de confiança e motivação. "Os atletas já conheciam João Paulo Costa, pois era o adjunto principal desde o inicio desta época. Daí, não ter havido uma mudança radical", esclareceu.
O presidente da formação de Calulo, admite que a posição foi acertada e aponta como benefícios da mudança a prestação do Recreativo do Libolo no Girabola, desde a saída de Sebastian Desabre.

"Quanto à eficácia da decisão, os resultados até ao momento estão à vista e falam por si. Realço o facto de ainda faltarem muitos jogos, e tudo estar em aberto", comentou o dirigente satisfeito com o desempenho do campeão nacional, que almeja a quarta conquista esta época. Confiante e seguro do trabalho que está a ser feito pela direcção que dirige, minimizou a critica daqueles que têm levantado alguma celeuma em torno das arbitragens, nos jogos em que a sua tem estado engajado e aconselhou as pessoas a preocuparem-se mais com os problemas da instituição que dirigem.

"Há algumas pessoas com mais motivação para nos atacarem do que para gerir os seus próprios clubes. Não temos tempo nem pachorra para essa gente. É uma questão de competência. Basta atentar no estado das organizações e instituições que essas pessoas gerem. Da nossa parte, não terão o palco que pretendem", defendeu.

Em relação ao jogo com o 1º de Agosto, para os oitavos de final da Taça de Angola, partida que aguarda pelo pronunciamento da FAF, Rui Campos esclareceu que não houve alteração de nada, apenas a implementação de uma prática que tem sido corrente nos sorteios. "O sorteio ditou um 1º'Agosto-Libolo, mas a ordem dos clubes foi de imediato alterada, pois o delegado ou representante do nosso adversário não se fez presente no acto. É uma prática que já é seguida há alguns anos e nunca foi contestada por ninguém. Foi a primeira vez que houve esta contestação", lamentou.

"O fundo deste problema prende-se com a organização de cada clube. Compreendemos que há clubes que não têm nos seus quadros gente suficiente para atender a todas as exigências de cumprimento das regras e práticas, mas regras são regras e são para todos.
Já passou o tempo em que um ou dois clubes estavam "isentos" de algumas regras", defendeu.