Jornal dos Desportos

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Girabola

Sagrada atrasa kabuscorp

Paulo Caculo - 31 de Agosto, 2015

Palanquinos no souberam aproveitar mais uma vez o deslize do lder para recuperarem terreno na classificao

Fotografia: jos Soares

Os palanquinos foram ontem impotente para vergar os diamantíferos, na Cidadela. Depois de estar a vencer por 2-1 até ao minuto 85, os anfitriões  sofreram um forte revés, ao consentirem o golo da igualdade, a escassos cinco minutos do desfecho da partida, um desfecho que compromete as suas aspirações na prova.O jogo começou de forma equilibrada e foi nesta toada que a contenda ganhou pernas para andar, durante lagos períodos registando um equilíbrio, que se assistiu nos primeiros instantes com a divisão da posse de bola e de oportunidades.

A jogar em casa, não admirou que fosse pertencer ao Kabuscorp, a maioria das ocasiões de golo e iniciativa de jogo. A forma destemida como o conjunto lunda, às ordens de Zoran Maki, abordou o desafio, muito cedo percebeu-se, que os anfitriões iriam ter muitas dificuldades para traduzir em realidade a intenção de ficarem com os três pontos.Se, por um lado, no Sagrada, a experiência e qualidade de passe do capitão Fatite fazia toda a diferença sempre que os diamantíferos estivessem em acção ofensiva, por outro, era do tridente formado por Fiston, Medá e Mpele Mpele que o futebol do Kabuscorp ganhava caudal para seguir em frente.

Longe de representar um autentico espectáculo de futebol, pois, esteve ausente a beleza das jogadas bem feitas, os adeptos tiveram motivos para vibrar aos quatro bons golos. A começar com o rubricado por Meyong, aos 32'. O Sagrada reagiu de imediato ao tento sofrido e o empate aconteceu aos 44', numa boa recompensa ao excelente labor patenteado pelos forasteiros nesse período.A segunda parte viria a ser um paradigma da história de jogo da etapa inicial, com as duas equipas a discutirem pela posse do esférico a meio campo e com o perigo a rondar insistentemente as duas balizas. Mas, tal como nos 45 minutos iniciais, voltou a ser o Kabuscorp a entrar melhor na partida e precisou apenas um minuto, depois de reatar a partida para de novo, Meyong bisar e colocar os palanquinos, novamente em vantagem.

A perder por 2-1, a equipa diamantífera reagiu em conformidade. O Sagrada jamais viria a cruzar os braços. E foi o que aconteceu. Zoran Maki não se sentava e recorreu a todas as soluções que teve no banco de suplentes, tendo numa só assentada efectuado duas mexidas no ataque. Love e Lelas ajudaram a dar novo alento ao sector ofensivo.A disposição de nunca querer baixar os braços e acreditar até ao fim que podia chegar ao golo, ajudou a formação da Lunda Norte. Basta ver que o conjunto lunda andou quase sempre a incomodar a baliza de Mário, a espreitar o golo, até que Lelas, a escassos minutos do desfecho do jogo, aproveita uma jogada de insistência na área do Kabuscorp, para desferir o golpe fatal, acabando com as aspirações dos palanquinos.

FIGURA DO JOGO
Lelas “salva” diamantíferos


O camisola 16 do Sagrada deixou ontem o jogo com o Kabuscorp rotulado como herói. Depois de estar a assistir a primeira parte no banco de suplentes, Lelas foi chamado a entrar para render Seth, aos 59', mas o que quase ninguém esperava é que seria ele a decidir o desfecho da partida. Ou seja, estava a equipa a perder, quando numa jogada de insistência na área de Mário, o médio colocou a cabeça onde mais ninguém da defesa do Kabuscorp conseguiu chegar, desferindo o golpe fatal. Boa exibição.

Arbitragem
Trabalho razoável


O trabalho do trio de arbitragem, encabeçado por Ailton Carmelino, podia ter saído do jogo com uma imagem imaculada, não fosse a jogada que resultou no golo de Fatite, aos 44', onde nos parece ser antecedido de uma posição irregular. Salvo isso, o árbitro esteve bem na partida, a altura do jogo, quer técnica como disciplinarmente.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS



Miller Gomes (Kabuscorp)
“Estou muito triste“Naturalmente que estou triste, porque sofremos o golo do empate quando tínhamos consciência de que o jogo estava a terminar. Mas o futebol é isso, o Sagrada soube aproveitar a nossa desatenção para fazer dois golos. São contingências de jogo e estamos conscientes de que a distância para o primeiro classificado é maior, mas não estamos preocupados em fazer contas. Queremos continuar a pontuar a cada jogo”.

 

Zoran Maki (Sagrada)“Resultado positivo” “O resultado é positivo para os nossos objectivos. Entramos bem no jogo e fizemos uma boa primeira parte, contudo, sofremos dois golos de bola parada. Advertimos que o Meyong é muito perigoso nas bolas paradas, ainda assim demos espaços. O importante é que conseguimos o empate, numa altura em que muito precisávamos. Este resultado ainda não nos permite respirar de alívio, porque faltam seis ou oito jogos. Vamos continuar a trabalhar”