Jornal dos Desportos

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Girabola

Sagrada ganha terreno na eliminatria

BENIGNO NARCISO, NO LUBANGO - 20 de Fevereiro, 2020

As aspirações do Desportivo da Huíla em garantir o apuramento à fase seguinte da Taça de Angola, tornou-se uma meta difícil de concretizar, após derrota por 1-0, ontem, no Lubango, diante do Sagrada Esperança, a contar para a primeira mão dos oitavos-de-final da competição.
Num desafio que teve início uma hora mais tarde do horário inicialmente estabelecido, devido às fortes chuvas que se abateram sobre a cidade do Lubango, acompanhada de fortes ventos, foi o Desportivo que mais vezes atacou o último reduto adversário, num encontro testemunhado pelos governadores da Huíla, Luís Nunes, e da Lunda Norte, Ernesto Muangala.
O domínio evidenciado permitiu à equipa de Mário Soares superiorizar-se aos lundas em termos de volume ofensivo, com ataques continuados e contra-ataques, remates e trabalho aos defesas contrários.
Contudo, a equipa afecta à Região Militar Sul revelou falta de habilidade e objectividade para finalizar. Foi esta fragilidade que penalizou a equipa huilana. Tantas vezes tentou, insistiu e persistiu, mas sem revelar capacidade de traduzir em golos o volume ofensivo que produzia.
Assim, foi a fazer jus à máxima segundo a qual \"quem marca e não sofre tem maiores possibilidades de chegar à vitória\" que o Sagrada Esperança disputou os 90´, pois chegou a vantagem logo aos 5 minutos do encontro, por intermédio de Cachi, que converteu em golo, com arte e mestria, um livre directo, entre o grande círculo e a grande área.
A crença e a determinação durante o desafio acabaram por coroar o labor da formação de Roque Sapiri, que diante de um adversário que produzia sem concluir, alcançou uma importante vantagem no terreno de um adversário difícil, facto que abre excelentes perspectivas para a formação lunda para a segunda mão.
Mário Soares, que apontou o dedo à equipa de arbitragem liderada por Nuno Eduardo, como responsável do desaire, assegurou que a sua equipa tem capacidade para dar volta a desvantagem no desafio de resposta, no terreno do adversário, e seguir em frente na Taça de Angola.
Enquanto isso, Roque Sapiri, técnico do Sagrada, revelou alguma cautela em relação ao desafio da segunda-mão. Considerou que o adversário é difícil e impõe sempre respeito, mas o objectivo definido passa por alcançar o apuramento à fase seguinte, chegar à final e conquistar o troféu.