Jornal dos Desportos

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Girabola

Sagrada goleia 1º de Maio

J?lio Gaiano, em Benguela - 24 de Abril, 2017

1º de Maio de Benguela foi insuficiente para atrapalhar o Sagrada

Fotografia: Jornal dos Desportos | Edições Novembro

A fogosidade com que arrancou o 1º de Maio de Benguela foi insuficiente para atrapalhar a estratégia montada pelo Sagrada Esperança da Lunda Norte que, diante de uma moldura humana benguelense, tratou de fazer jus a condição de favorito e logrou os três pontos, fruto de um triunfo (4-2), marcada por muita imaturidade da parte dos proletários.

Por aquilo que se deu a depreender no desafio de ontem, ficou patente que o técnico Ekrem Asma conhece perfeitamente a cultura futebolística da província de Benguela. Tal se explica na forma com a sua equipa se bateu, nas duas deslocações que efectuou para o jogo do Girabola Zap2017. Tanto no Lobito, diante da Académica, como em Benguela, frente ao 1º de Maio, aplicou chapa 4. Ou seja, um pecúlio que rendeu oito golos contra quatro sofridos.

Dizer que no desafio de ontem, a equipa técnica do 1º de Maio de Benguela fez mal a leitura do jogo, ou seja, arriscou-se em demasia e o resultado foi aquele que se viu, estrondosa derrota, ante a aflição da massa apoiante. A equipa do 1º de Maio de Benguela tentou assenhorar-se no jogo e, de forma desinteligente, assentou o seu jogo no ataque continuado e no fim cansou-se.

O Sagrada Esperança sacudiu a pressão e passou a mandar na partida e dela fazia o que bem lhe apetecia. Foi, justamente, nessa altura que se viu do lado proletária a falta de imaginação. Estava difícil a situação, porquanto, do outro lado, estavam os comandados do turco-alemão, Ekrem Asma, determinados a não facilitar, por isso, vencer e sair de Benguela com os (merecidos) três pontos era o objectivo maior.

Cachi (9´), Joka Palana (38´), Joseph Femi (54´) e Bugus Semedo (65´) foram os diamantíferos que mais brilharam diante dos encarnados das acácias rubras que por intermédio de Bugo Jazz, aos 44 minutos (penálti) e 60´, descontaram naquela que constituiu a apresentação de Agostinho Tramagal ao público, na condição de titular da equipa técnica proletária. A actuação da equipa de arbitragem chefiada por Osvaldo Félix foi impecável. Seguiu o jogo de perto. Apesar de corpulento, correu a toda dimensão do campo, revelando frescura e capacidade físico-atlética).